TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

Data:

champagne
champagne

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinou a perda do cargo do juiz federal Eduardo Appio, acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Blumenau (SC). A decisão, tomada na quinta-feira (27) pela Corte Especial Administrativa do tribunal, também determinou a disponibilidade do magistrado sem direito à remuneração. O caso ainda será submetido à análise do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Os episódios ocorreram em setembro e outubro de 2025. Segundo o registro policial, uma garrafa de champanhe francesa Moët & Chandon, avaliada em aproximadamente R$ 400, teria sido levada em cada uma das ocasiões. O magistrado estava afastado temporariamente de suas funções havia cerca de oito meses, desde que as suspeitas foram divulgadas.

A decisão do TRF-4 ainda não encerra o processo administrativo. De acordo com as regras aplicáveis à magistratura, decisões de tribunais que determinem a disponibilidade ou proponham a perda do cargo de um juiz precisam ser submetidas ao reexame do CNJ. Dessa forma, o caso será encaminhado ao Conselho, que deverá analisar a medida adotada pelo tribunal.

O magistrado ganhou notoriedade nacional após assumir, em fevereiro de 2023, a 13ª Vara Federal de Curitiba, unidade que concentrou processos relacionados à Operação Lava Jato. Ele substituiu o então juiz Sergio Moro e passou a questionar decisões e procedimentos adotados durante a operação, além de fazer críticas à atuação do ex-procurador da República Deltan Dallagnol.

A defesa do juiz é procurada para se manifestar sobre a decisão.

(Com informações do Metrópoles por Leticia Guedes)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

Big techs ampliam identificação de conteúdos gerados por IA

Grandes empresas de tecnologia estão ampliando ferramentas para identificar e sinalizar conteúdos produzidos por inteligência artificial. A movimentação ocorre diante da pressão regulatória, especialmente na União Europeia, e de preocupações com conteúdos de baixa qualidade, desinformação, riscos jurídicos e impactos na experiência dos usuários. Especialistas avaliam que a disputa entre ferramentas de geração e sistemas de detecção de IA deve continuar à medida que os modelos se tornam mais sofisticados.

Justiça nega novo habeas corpus e mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra

A Justiça de São Paulo negou novo habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane Bezerra e manteve sua prisão preventiva. O Judiciário considerou que existe risco de reiteração de supostos crimes financeiros e entendeu que medidas cautelares ou prisão domiciliar não seriam suficientes para afastar esse risco.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo