Junta Comercial do DF sai da alçada da União

Data:

Sanções presidenciais preveem da transferência da Junta até a obrigatoriedade recursos em braille nos cartões de crédito

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou mudanças em leis nesta terça-feira (4/6). Entre as alterações, estão a dispensa da anuência dos confrontantes na averbação do georreferenciamento de imóvel rural, mudanças no registro público de empresas mercantis, e a transferência da União para o Distrito Federal (DF) da Junta Comercial do Distrito Federal.

Junta Comercial do DF sai da alçada da União | Juristas
Créditos: cyano66 | iStock

Novas alterações sancionadas também dão maior proteção a mulheres com deficiência vítimas de violência doméstica e obrigam instituições financeiras a oferecer informações em braille.

No entanto,o presidente vetou a previsão de obrigatoriedade para que hospitais disponibilizassem tratamentos odontológicos a pacientes internados.

Segundo as mudanças da Lei 13.838/19 na Lei 6.015/73 (Lei de Registros Públicos), fica dispensada a anuência dos confrontantes, bastando para tanto a declaração do requerente de que respeitou os limites e as confrontações.

Saiba mais:
  •  

Já a Lei 13.833/19 converte a Medida Provisória 861/18 em lei, autorizando mudança no registro público de empresas mercantis e a doação de bens utilizados pela Junta Comercial do DF à administração do Território. A nova lei também reorganiza os departamentos do órgão, e é regulamentada pelo Decreto 9.821/19.

Proteção da pessoa com deficiência

Bolsonaro também sancionou a alterações na Lei 11.340/06 por meio da Lei 13.836/19, que altera dispositivos para tornar obrigatória a informação sobre as condições de saúde da mulher com deficiência em Boletins de Ocorrência realizados em virtude de violência doméstica.

O presidente ainda sancionou, também, a Lei 13.835/19, que torna obrigatório que bancos disponibilizem um kit em braille para clientes deficientes visuais.

Veto

Terminou em veto o Projeto de Lei nº 34/2013 que tornava obrigatória a prestação de assistência odontológica a pacientes em internação hospitalar. Segundo a mensagem de veto, a medida leva em consideração o fato de o PL não prever o aumento de despesa obrigatória sem o cancelamento de uma segunda despesa obrigatória, o que violaria a Lei de Responsabilidade Fiscal e artigos da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Veja o Story da Notícia: https://share.ztorie.com/amp/e439f/https://juristas.com.br/2019/06/06/junta-comercial-df-u

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Caio Proença
Caio Proença
Jornalista pela Cásper Líbero. Trabalhou em O Diário do Pará, R7.com, Estadão/AE e Portal Brasil.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

O TRF-4 determinou a perda do cargo de um juiz federal acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Santa Catarina. A decisão também prevê sua disponibilidade sem remuneração, mas ainda será analisada pelo CNJ, que poderá reexaminar a medida no âmbito administrativo.

Big techs ampliam identificação de conteúdos gerados por IA

Grandes empresas de tecnologia estão ampliando ferramentas para identificar e sinalizar conteúdos produzidos por inteligência artificial. A movimentação ocorre diante da pressão regulatória, especialmente na União Europeia, e de preocupações com conteúdos de baixa qualidade, desinformação, riscos jurídicos e impactos na experiência dos usuários. Especialistas avaliam que a disputa entre ferramentas de geração e sistemas de detecção de IA deve continuar à medida que os modelos se tornam mais sofisticados.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo