Pesquisadores de Harvard querem ensinar inteligência artificial a agentes públicos

Data:

Ideia surgiu após testemunho de Zuckerberg, dono do Facebook.

havard
Créditos: Peshkova | iStock

O testemunho de Mark Zuckerberg diante do Congresso dos Estados Unidos fez com que especialistas em tecnologia percebessem o quão mal informado seus interrogadores (no caso, políticos) estavam. Por mais que o Congresso quisesse regulamentar o Facebook, demonstraram não ter ideia de como fazer isso.

Para Dipayan Ghosh, pesquisador da Harvard Kennedy School (HKS), a audiência enfatizou a necessidade de levar os formuladores de políticas dos EUA a conhecer as principais questões tecnológicas – e a IA em particular.

Ele entende que é preciso “informar as pessoas em posições de poder sobre como esses sistemas realmente funcionam, então da próxima vez que eles lançarem um esforço de regulamentação, eles não ficarão mal informados.”

Centro de treinamento

Com o fim informativo, pesquisadores de Harvard pensaram em criar um centro de treinamento tecnológico que ensinará aos políticos e formuladores de políticas dos EUA o potencial e os riscos da inteligência artificial.

Financiado pelo Centro Shorenstein de Mídia, Política e Políticas Públicas da HKS, a iniciativa se concentrará na expansão da bolsa acadêmica e legal em torno da ética e regulamentação da IA.

A medida tenta combater as consequências de uma IA mal implementada, diante dos escândalos tecnológicos relevantes que ocorreram no ano passado. Um deles inclui o uso do aprendizado de máquina para disseminar a desinformação através das mídias sociais e a automação de práticas preconceituosas e discriminatórias por meio do reconhecimento facial e de outros sistemas automatizados.

Apesar de acreditar que o governo tem responsabilidade de comunicar a história para empresas que estão desenvolvendo essas tecnologias, Ghosh diz que ele não possui conhecimento para assumir essa responsabilidade.

A iniciativa sediará um “acampamento” em Washington, DC, em fevereiro próximo, para os membros do Congresso e sua equipe. A ideia é explorar o que significa projetar IA de forma ética e quais medidas regulatórias poderiam ser tomadas para mitigar seus danos e promover seus benefícios. (Com informações do MIT Technology Review.)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

DEIXE UMA RESPOSTA

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TRF-3 autoriza retomada das atividades de três casas de apostas e impõe multa à União

O TRF-3 concedeu liminar que autoriza três plataformas da CDA Gaming a retomar as operações no Brasil. A decisão considera os investimentos realizados pela empresa após obter autorização do Ministério da Fazenda e prevê multa diária de R$ 200 mil à União em caso de descumprimento. A AGU pretende recorrer, e a liberação não se estende às demais casas de apostas.

Governo federal enfrenta ataque cibernético contra estruturas do Gov.br e do Serpro

O governo federal enfrentou um ataque cibernético classificado como sem precedentes contra o Gov.br e estruturas do Serpro. A estatal informou ter conseguido responder à ofensiva, mas não divulgou detalhes sobre possíveis danos aos sistemas ou comprometimento de dados pessoais. O episódio reforça a necessidade de investimentos em segurança digital e proteção das informações dos cidadãos.

Fachin defende fortalecimento do sistema de precedentes e cooperação entre tribunais

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, defendeu o fortalecimento do sistema de precedentes judiciais e a cooperação entre os tribunais brasileiros. Durante encontro realizado no STJ, destacou a importância da nova sistemática de admissibilidade dos recursos especiais, da segurança jurídica e da integração tecnológica entre as instituições.

TJ-SC reconhece que cores nacionais, nome do Brasil e bola de futebol são de domínio público

O TJ-SC decidiu que as cores verde e amarela, o nome “Brasil” e a figura de uma bola de futebol são elementos de domínio público e não caracterizam, isoladamente, violação das marcas registradas pela CBF. A Corte negou recurso da entidade contra uma confecção de Gaspar, afastando a cobrança de multa de R$ 40 mil por suposto descumprimento de acordo.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo