Bradesco é condenado a restituir cliente vítima do “golpe do falso boleto”

Data:

Bradesco é condenado a restituir cliente vítima do "golpe do falso boleto" | Juristas
Encerramento das letras e logotipo da agência bancária Bradesco. Fachada da sucursal bancária, sinal de publicidade e logotipo — Foto de casadaphoto

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal, por unanimidade, decidiu manter a decisão que condenou o Banco Bradesco S/A a restituir um homem que foi vítima do “golpe do falso boleto”. A instituição financeira deverá desembolsar a quantia de R$ 12.274,76, conforme determinado pelo processo de número 0701998-69.2023.8.07.0006.

O caso remonta ao momento em que o autor entrou em contato por meio do WhatsApp, encontrado no site do Banco J. Safra S/A, para negociar débitos de financiamento veicular. Durante a negociação, foi gerado um boleto para quitar a dívida. No entanto, ao realizar o pagamento no valor de R$ 12.274,76, na agência do Banco Bradesco, o homem descobriu que se tratava de um boleto falso. Imediatamente, dirigiu-se à agência bancária em busca de solução, mas o banco informou que iria solicitar a retenção da quantia, o que não ocorreu.

No recurso, o Banco Bradesco alegou que o débito era devido e que a responsabilidade pelo ocorrido era exclusivamente do cliente. Argumentou que não houve falha de segurança por parte da instituição e que, portanto, não poderia ser responsabilizado pelos danos causados por uma fraude tão evidente.

Por outro lado, o autor defendeu que houve falha por parte do banco, pois, mesmo ciente da fraude, não bloqueou o processamento do boleto.

A Turma Recursal, em sua decisão, destacou que as novas formas de relacionamento entre clientes e instituições financeiras, especialmente por meio de sistemas eletrônicos, reforçam a responsabilidade objetiva do fornecedor pelos riscos no fornecimento dos produtos e serviços. Salientou ainda que é dever das instituições financeiras fornecerem mecanismos seguros para evitar danos aos consumidores.

Finalizando, o colegiado ressaltou que o autor comunicou imediatamente a fraude à instituição e apresentou evidências, como prints e boletim de ocorrência policial, que comprovam que ele percebeu a fraude no mesmo dia dos fatos. Dessa forma, decidiu-se que o autor deve ser restituído pelos prejuízos sofridos, conforme determinado na sentença inicial.

Com informações do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação antitruste

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu a fusão de aproximadamente US$ 110 bilhões entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação movida por 12 estados, liderados pela Califórnia. Os autores sustentam que a operação viola a legislação antitruste e poderá reduzir significativamente a concorrência nos mercados de cinema, televisão e entretenimento. O caso ainda será analisado pela Justiça, enquanto a transação também aguarda aprovação de reguladores internacionais.

Eduardo Bolsonaro obtém green card nos EUA após condenação pelo STF

Eduardo Bolsonaro recebeu o green card dos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente no país. A concessão ocorre após sua condenação pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O documento amplia sua estabilidade migratória nos EUA, embora não lhe confira direitos políticos, como o voto nas eleições norte-americanas.

Justiça mantém justa causa de trabalhadora que gravou vídeos no TikTok com uniforme e críticas à empresa

A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma trabalhadora que gravou vídeos para o TikTok nas dependências da empresa, utilizando uniforme com identificação da empregadora e divulgando informações consideradas falsas sobre o ambiente de trabalho. A decisão concluiu que a conduta violou normas internas, comprometeu a imagem da empresa e configurou mau procedimento, indisciplina e ato lesivo à honra do empregador, nos termos da CLT.

Copa do Mundo impulsiona apostas esportivas, mas setor enfrenta pressão por regras mais rígidas sobre publicidade

A Copa do Mundo impulsionou o mercado brasileiro de apostas esportivas, registrando aumento expressivo no número de apostas e no volume de transações. Apesar do crescimento, o setor não atingiu as projeções esperadas e passou a enfrentar maior pressão por regras mais rígidas para a publicidade das bets. O governo federal reforçou normas sobre propaganda, enquanto órgãos públicos e entidades civis discutem novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo