
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na tarde desta sexta-feira (3), um casal suspeito de participação no latrocínio do advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco, ocorrido na madrugada de quarta-feira (1º), em Higienópolis, região central da capital. Um terceiro homem também foi detido por envolvimento no crime.
As investigações
De acordo com o 4º Distrito Policial (Consolação), Pacheco foi abordado e agredido por criminosos na Rua Itambé. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele recebe um soco, cai ao chão e, possivelmente, bate a cabeça.
A vítima chegou a ser socorrida pelo Samu e encaminhada à Santa Casa de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos. Os assaltantes fugiram levando celular, relógio e carteira com documentos pessoais.
Registros obtidos pela polícia mostram ainda que o advogado havia deixado um bar na região pouco antes da agressão. Testemunhas relataram que, após a queda, ele apresentava dificuldade respiratória e sinais de convulsão.
Inicialmente, investigou-se a hipótese de intoxicação por metanol, mencionada em mensagem enviada por Pacheco a amigos. Contudo, essa linha foi descartada após a análise das imagens e dos atendimentos médicos. O corpo permaneceu cerca de 36 horas sem identificação, já que a vítima estava sem documentos.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que o caso é tratado como roubo seguido de morte (latrocínio). Novas testemunhas ainda serão ouvidas para reconstituir os passos do advogado na noite do crime.
Homenagens
O advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, afirmou que Pacheco era “um dos profissionais mais brilhantes, generosos e combativos do país” e defendeu rigor na apuração das circunstâncias do caso.
O velório ocorreu na sexta-feira (3), na sede da OAB-SP, no centro da capital.
Com mais de 30 anos de carreira, Luiz Fernando Pacheco iniciou sua trajetória em 1994 no escritório do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, do qual se tornou sócio em 2000. Em 2013, fundou o Luiz Fernando Pacheco Advogados, especializado em Direito Penal.
Na OAB-SP, exerceu os cargos de conselheiro estadual, membro da Comissão de Direito Penal e Econômico e presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas (2022). Também era vice-presidente do Conselho Deliberativo do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) e integrou o Conselho Nacional Antidrogas da Presidência da República.
O presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, declarou que a advocacia está em luto:
“Perdemos um amigo ímpar e um guerreiro do bem. O melhor que podemos fazer é honrar a luta que ele travou pelo direito de defesa e pelas prerrogativas da advocacia”.
(Com informações do G1)
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