
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) inicia a implantação do sistema de identificação por radiofrequência (RFID), que promete transformar a forma como é realizado o inventário anual de bens patrimoniais no Judiciário estadual. A tecnologia permitirá a leitura de etiquetas à distância, com maior rapidez, segurança e precisão, substituindo métodos manuais e o uso de leitores de código de barras.
Até então, a localização dos bens era feita manualmente, demanda que exigia tempo e esforço consideráveis dos servidores. Com o RFID, é possível realizar varreduras em massa, conferindo todos os itens simultaneamente, reduzindo custos operacionais e minimizando a ocorrência de erros humanos.
Testes e resultados
O projeto teve início em 2022, com a aquisição de etiquetas RFID para testes de resistência e compatibilidade com o sistema integrado de gestão do TJSC. Os testes finais ocorreram neste ano, na Diretoria-Geral Administrativa (DGA) e no Gabinete da Presidência, com aproximadamente 95% dos bens sendo identificados corretamente. Eventuais falhas de leitura estão associadas às características físicas de alguns materiais.
Diante dos resultados positivos, a DGA autorizou o início oficial da substituição das etiquetas, começando pela sede do TJSC em Florianópolis, onde já foram instaladas cerca de 7.500 novas etiquetas nas Torres I e II. Segundo Tiago Souza Garcia, chefe da Divisão de Patrimônio, o projeto representa “um avanço significativo na modernização da gestão patrimonial, promovendo maior eficiência, segurança e rastreabilidade dos bens públicos”.
Etapas de implantação
O processo de implementação seguirá duas etapas principais:
- Primeira etapa: substituição de 42 mil etiquetas em todas as unidades judiciais e administrativas da Grande Florianópolis, com previsão de conclusão para o final do primeiro semestre de 2026.
- Segunda etapa: substituição de mais de 134 mil etiquetas patrimoniais em todas as comarcas catarinenses, com expectativa de conclusão até final de 2026.
O RFID permitirá a identificação rápida dos bens nas mais de 2 mil lotações do TJSC e otimizará a realização dos 5.842 inventários previstos somente em 2025.
Vantagens do novo sistema
Além da celeridade, o RFID traz benefícios como:
- Redução de erros humanos na coleta e conferência de dados;
- Localização precisa de bens fora das unidades registradas;
- Melhor aproveitamento de tempo e recursos humanos pelos gestores patrimoniais;
- Maior eficiência e rastreabilidade dos bens permanentes do Judiciário.
O projeto foi conduzido por meio do processo SEI n. 0040776-37.2022.8.24.0710, com adesão a Ata de Registro de Preços para aquisição de coletores RFID e integração ao sistema ERP do Tribunal. Durante os testes, ajustes foram realizados para garantir a plena compatibilidade entre os equipamentos e os sistemas administrativos.
Perspectiva
Com a tecnologia, o TJSC avança na modernização administrativa, transformando um processo tradicionalmente moroso em atividade ágil, segura e confiável, e consolidando o uso de soluções digitais na gestão pública estadual.
(Com informações do TJSC)
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