
A HP anunciou, nesta terça-feira (25), um amplo plano de reestruturação que prevê a eliminação de 4 mil a 6 mil postos de trabalho até o final de 2028. A medida integra a estratégia global da companhia para acelerar a incorporação de tecnologias de inteligência artificial (IA) em seus processos internos e fortalecer sua competitividade no setor de tecnologia.
Segundo informações divulgadas pela empresa, o corte previsto pode representar mais de 10% do quadro atual de funcionários. De acordo com o relatório anual mais recente, a HP conta hoje com cerca de 58 mil empregados distribuídos em operações em diversos países. O plano, portanto, reflete uma redução considerável e indica mudanças significativas na estrutura organizacional.
A empresa, sediada em Palo Alto, na Califórnia, destacou que a adoção de ferramentas baseadas em IA tem como objetivo aumentar a produtividade, simplificar fluxos de trabalho e modernizar áreas internas, o que inclui desenvolvimento de produtos, suporte ao cliente e atividades administrativas. A implementação dessas tecnologias, no entanto, vem acompanhada de ajustes que atingem diretamente o quadro de pessoal.
O movimento da HP segue uma tendência observada em todo o setor de tecnologia, que, nos últimos anos, tem acelerado investimentos em sistemas de IA para otimizar custos, automatizar tarefas e remodelar seus modelos operacionais. Ao mesmo tempo, diversas empresas têm promovido reestruturações que resultam em demissões expressivas, justificadas pela necessidade de adaptação a um cenário competitivo marcado por rápida evolução tecnológica.
Especialistas do mercado apontam que iniciativas desse tipo tendem a gerar ganhos de eficiência no médio prazo, mas também trazem impactos sociais relevantes, especialmente quando envolvem contingentes significativos de trabalhadores. Parte das críticas direcionadas a essas reestruturações ressalta o desafio de conciliar inovação com responsabilidade corporativa em um ambiente de constantes transformações.
Apesar das mudanças anunciadas, a HP reforçou que continuará investindo em áreas estratégicas e que a adoção de inteligência artificial deverá impulsionar novos produtos, serviços e modelos de atendimento. A empresa afirmou ainda que manterá esforços para garantir uma transição “ordenada” e oferecer apoio aos colaboradores afetados.
(Com informações do Tilt do UOL)
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