Após sequestro-relâmpago, juiz é libertado após usar palavra-código em ligação

Data:

sequestro
Crédito: G-stockstudio | Istock

Um juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) foi resgatado pela Polícia Civil de São Paulo na manhã desta terça-feira, 20, após ter sido vítima de um sequestro-relâmpago ocorrido no domingo, 18, na Zona Oeste da capital. Cinco suspeitos foram presos na ação, que contou com o apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).

O magistrado e auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro, vinculado à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), foi abordado na noite de domingo enquanto trafegava pela avenida Rebouças, região nobre da cidade. Após a abordagem, ele foi levado a um cativeiro localizado na divisa entre os municípios de São Paulo e Osasco.

O resgate teve início após o companheiro do juiz, Paulo, procurar a polícia ao receber uma ligação de Samuel. Durante a chamada, o magistrado utilizou uma palavra-chave previamente combinada entre o casal, sinalizando que estava sendo mantido sob sequestro.

Paulo também informou às autoridades que o síndico do prédio onde Samuel reside recebeu uma mensagem autorizando a entrada no apartamento para uma suposta vistoria, atitude considerada fora do padrão. A suspeita é de que a autorização tenha sido enviada sob coação. De acordo com a polícia, não foram encontrados sinais de arrombamento ou invasão no imóvel.

A operação foi conduzida por agentes da Delegacia Antissequestro (DAS), vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), com apoio do Garra. Os cinco detidos foram encaminhados à sede da DAS, que funciona no prédio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro da capital paulista.

O Tribunal de Impostos e Taxas é responsável pelo julgamento de processos administrativos tributários no âmbito estadual e é composto por representantes da Fazenda Pública e dos contribuintes.

(Com informações do Migalhas)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

WhatsApp amplia recursos para edição de PDFs e facilita compartilhamento de documentos no ambiente digital

O WhatsApp passou a permitir a abertura e a realização de anotações em arquivos PDF diretamente nas versões Web e Windows. A atualização elimina a necessidade de baixar documentos para consultas e marcações básicas, tornando mais ágil o compartilhamento e a revisão de arquivos no ambiente digital.

TJ-SP mantém condenação de companhia aérea por atraso de 72 horas em voo internacional

O TJ-SP confirmou a condenação de uma companhia aérea ao pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais para cada passageira em razão de atraso de cerca de 72 horas em voo internacional. O tribunal entendeu que a manutenção não programada da aeronave configura fortuito interno, caracterizando falha na prestação do serviço e ensejando responsabilidade da transportadora.

TJDFT concede tutela de urgência e restringe publicidade de apostas em ação civil pública

O TJDFT deferiu parcialmente tutela de urgência em ação civil pública proposta pelo MPDFT e determinou que a plataforma Blaze e uma influenciadora digital deixem de divulgar publicidade de apostas que prometa ganhos fáceis, minimize riscos ou apresente as apostas como fonte de renda. A decisão também exige identificação clara de todo conteúdo publicitário e prevê multa de até R$ 2 milhões em caso de descumprimento.

Justiça da Paraíba proíbe adolescente de 13 anos de produzir conteúdo monetizado nas redes sociais

A Justiça da Paraíba negou autorização para que uma adolescente de 13 anos continuasse produzindo conteúdos monetizados nas redes sociais. O juiz entendeu que a atividade configura trabalho infantil publicitário e de engajamento, vedado pela Constituição Federal, determinando ainda medidas para impedir a exploração comercial da imagem da menor.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo