
A defesa do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de revogação da prisão preventiva, sustentando que provas obtidas pela própria Polícia Federal fragilizam o fundamento da medida cautelar.
Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, os advogados afirmam que dados de localização de antenas de telefonia celular demonstram a inexistência de encontro entre o magistrado e o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, na véspera da operação policial que resultou na prisão do ex-deputado Thiego Raimundo, conhecido como TH Joias, apontado por ligação com o Comando Vermelho.
Segundo a investigação, a suspeita de vazamento de informações sigilosas teria ocorrido durante um jantar entre os dois, ocasião em que o desembargador teria repassado dados sobre a operação, possibilitando a suposta destruição de provas. A hipótese foi baseada em mensagens nas quais Bacellar mencionava estar em um encontro com o magistrado.
A defesa, no entanto, argumenta que os registros de geolocalização afastam essa versão. De acordo com os dados apresentados, não houve sobreposição entre as localizações dos investigados na data mencionada. Os advogados sustentam que o desembargador esteve em um jantar no bairro do Leblon durante a noite e seguiu posteriormente para a Barra da Tijuca, enquanto Bacellar se encontrava na região de Copacabana no horário indicado.
Diante disso, a defesa afirma ser materialmente impossível a realização do encontro descrito na investigação e questiona o motivo pelo qual o nome do magistrado teria sido mencionado nas conversas. Com base nesses elementos, requer a revogação da prisão.
O ministro Alexandre de Moraes encaminhou a petição à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação. Até o momento, não houve decisão sobre o pedido.
(Com informações do Portal Terra por Aguirre Talento)
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