Justiça condena empresa a indenizar Flamengo por venda não autorizada de anel com marca do clube

Data:

Gabigol / Flamengo / torcedor / torcida /
Créditos: sergign/Shutterstock.com

A 9ª Vara Cível de Brasília/DF condenou uma empresa ao pagamento de R$ 10 mil a título de danos morais ao Clube de Regatas do Flamengo, em razão da comercialização não autorizada de um anel com elementos distintivos da marca do clube em plataforma virtual. A decisão também manteve a proibição de utilização dos sinais distintivos do time.

Na ação, o Flamengo sustentou ser titular de diversas marcas e logotipos registrados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e afirmou ter identificado a venda de produtos falsificados, sem qualquer contrato de licenciamento. Segundo o clube, o anel comercializado reproduzia nome, símbolos e características protegidas, sendo ofertado por valor significativamente inferior ao praticado no mercado, o que reforçaria a alegação de contrafação.

Para comprovar os fatos, foram juntados aos autos registros do site, imagens do produto e comprovante de aquisição. Em contestação, a empresa negou prática de concorrência desleal, alegou ausência de danos e afirmou ter agido de boa-fé, destacando ainda que retirou o produto da plataforma após a notificação, tendo comercializado apenas uma unidade.

Ao analisar o caso, a magistrada observou que os documentos apresentados demonstraram a efetiva comercialização de produto com uso indevido da marca e dos símbolos do clube sem autorização. A decisão ressaltou, ainda, que a retirada posterior do item do mercado não afasta, por si só, a responsabilidade civil, nem descaracteriza a pretensão indenizatória, especialmente quando não comprovado que a cessação da conduta ocorreu antes do ajuizamento da ação.

A juíza também destacou a aplicação dos artigos 102 e 104 da Lei de Propriedade Industrial e da Lei de Direitos Autorais, reconhecendo a responsabilidade da ré e o dever de abstenção do uso indevido das marcas do Flamengo.

Quanto ao pedido indenizatório, foi considerado o entendimento do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a contrafação de marca enseja reparação por danos morais, independentemente da comprovação de prejuízo material ou de abalo concreto. Diante disso, fixou-se a indenização em R$ 10 mil, entendida como proporcional ao caso.

Por fim, foi confirmada a proibição de utilização das marcas do clube pela empresa ré.

Processo: 0766870-40.2025.8.07.0001.

Confira a sentença.

(Com informações do Migalhas)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TJ-PI apresenta novas ferramentas de Inteligência Artificial para modernizar serviços do Judiciário

O Tribunal de Justiça do Piauí apresentou novas ferramentas de Inteligência Artificial desenvolvidas pelo Opala Lab para auxiliar magistrados e servidores, otimizar processos e modernizar os serviços judiciais. As soluções incluem sistemas de transcrição de audiências, análise processual e organização de bases de conhecimento, com foco em segurança, autonomia tecnológica e eficiência.

TJ-SP analisará pedido para excluir filiação materna do registro civil

O TJ-SP deverá analisar recurso de uma mulher que busca excluir a filiação materna de sua certidão de nascimento após relatar ter sido vítima de graves abusos durante a infância. Embora a sentença de primeiro grau tenha reconhecido os traumas e autorizado a retirada dos sobrenomes maternos, o pedido de desconstituição da maternidade foi negado sob o fundamento de que a filiação biológica deve permanecer registrada.

TJ mantém condenação de Marcelo Crivella por uso não autorizado de imagem em campanha eleitoral

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação do senador Marcelo Crivella ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a um estudante que teve sua imagem e seu depoimento utilizados, sem autorização, em propaganda eleitoral. A Corte rejeitou novos recursos da defesa e preservou a sentença que também envolve o Partido Republicanos.

Licenciamento de novos data centers no Ceará reacende debate sobre impactos ambientais e consumo de energia

Dois novos projetos de data centers em Caucaia (CE) estão em fase de licenciamento ambiental e poderão consumir energia equivalente à utilizada por 4,5 milhões de residências, volume superior ao total de domicílios do estado. A dimensão dos empreendimentos intensificou o debate sobre os impactos ambientais, o consumo de água, o licenciamento simplificado e a necessidade de consulta às comunidades potencialmente afetadas.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo