Campanha de Tóquio libera bermudas no trabalho e gera debate sobre novos padrões de vestimenta nos escritórios

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Funcionário deverá ser indenizado por acusação infundada de furto no ambiente de trabalho
Créditos: Alex Staroseltsev / Shutterstock.com

A capital japonesa está flexibilizando o tradicional código de vestimenta corporativo para enfrentar as altas temperaturas do verão. A iniciativa Tokyo Cool Biz, promovida pelo governo metropolitano de Tóquio, incentiva trabalhadores, especialmente homens, a substituírem ternos e gravatas por roupas mais leves, como camisetas, tênis e bermudas, com o objetivo de proporcionar maior conforto térmico e reduzir o consumo de energia com ar-condicionado.

A campanha foi adotada por diversos órgãos públicos e empresas privadas. Segundo a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, a proposta amplia as opções de vestimenta dos trabalhadores diante das frequentes ondas de calor, sem impor um modelo único de roupa. A iniciativa representa uma atualização da política Cool Biz, criada em 2005 para incentivar o uso de trajes mais leves durante o verão e contribuir para a economia de energia.

Apesar da boa recepção de parte dos trabalhadores, a flexibilização também desencadeou um debate nas redes sociais e no ambiente corporativo. Algumas mulheres passaram a relatar desconforto com a exposição das pernas de colegas homens, especialmente em razão dos pelos aparentes, fenômeno que ganhou o apelido de “sunehara” (“assédio pelos das pernas”, em tradução livre). A discussão reacendeu o debate sobre padrões de aparência, expectativas distintas entre homens e mulheres e limites da informalidade no ambiente profissional.

Pesquisas divulgadas no Japão indicam que parte da população ainda resiste ao uso de bermudas no escritório, por considerar a peça excessivamente informal. Ao mesmo tempo, defensores da medida argumentam que a flexibilização é uma resposta necessária às mudanças climáticas, às temperaturas cada vez mais elevadas e à necessidade de reduzir o consumo de energia elétrica.

A iniciativa evidencia como questões ambientais, eficiência energética e cultura organizacional vêm influenciando mudanças nas relações de trabalho, inclusive em países tradicionalmente conhecidos por rígidos códigos de vestimenta.

(Com informações do UOL)

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