Influenciadora é presa em flagrante após divulgar vídeo agredindo filhote de cachorro

Data:

Mulher Presa
Créditos: Ztranger / Depositphotos

A influenciadora digital Maria Gabriela Cervantes Pereira foi presa em flagrante na tarde de 9 de setembro, em Aquidauana (MS), sob suspeita de praticar maus-tratos contra um filhote de cachorro da raça shih-tzu. A prisão ocorreu após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que o animal aparece sendo agredido. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

As imagens chegaram ao conhecimento da Polícia Civil na manhã do mesmo dia e mostram a influenciadora segurando o filhote, de aproximadamente 40 dias, antes de arremessá-lo contra o chão e desferir chutes contra o animal. Durante a gravação, a mulher ainda faz comentários irônicos sobre a situação.

A divulgação do vídeo motivou a atuação das autoridades policiais, que realizaram a prisão da influenciadora em flagrante. O caso deverá ser investigado para apurar as circunstâncias das agressões e eventual responsabilização criminal pelos fatos.

A conduta investigada pode se enquadrar na legislação que protege os animais contra atos de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações. Para cães e gatos, a legislação brasileira estabelece tratamento penal mais rigoroso para quem pratica tais condutas.

Além da esfera criminal, a ocorrência poderá resultar em outras medidas previstas na legislação de proteção animal, conforme a apuração dos fatos e eventual comprovação das consequências provocadas no animal.

O caso ganhou repercussão após a circulação das imagens nas redes sociais, levantando novamente discussões sobre a exposição de animais a situações de violência para produção de conteúdo e sobre a responsabilidade de influenciadores pela divulgação de materiais dessa natureza.

A investigação deverá esclarecer também as condições de saúde do filhote após as agressões e reunir elementos para eventual responsabilização da suspeita.

(Com informações do UOL Splash, por Péterson Neves)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Desaparecimento de adolescente é investigado após suspeita de aliciamento pelo Discord

Uma adolescente de 13 anos desapareceu em Anápolis (GO) após sair de casa durante a madrugada e deixar uma carta para a irmã. Segundo a família, ela teria mantido contato com um homem de 28 anos por meio do Discord, que supostamente teria prometido levá-la para morar no Canadá. A Polícia Civil investiga o caso sob sigilo e busca esclarecer se houve aliciamento ou participação de terceiros no desaparecimento.

Justiça da Paraíba determina abstenção de uso de marca semelhante à “Korpus Life” por academia

A Justiça da Paraíba determinou que a Mota Academia Ltda. deixe de utilizar as expressões “Korpus Life”, “Corpus Life” e “Academia Corpus Life” para identificar seus serviços e estabelecimento. A decisão foi proferida pelo 1º Juizado Especial Cível de Campina Grande, em ação ajuizada pela FPE Condicionamento Físico Ltda. – ME, titular da marca “Korpus Life”, registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Justiça condena desembargador a indenizar guarda municipal  por danos morais

A Justiça de São Paulo condenou o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira a pagar R$ 54 mil por danos morais a um guarda municipal de Santos. A indenização decorre de ofensas e constrangimentos ocorridos durante uma abordagem em julho de 2020, quando o magistrado foi multado por não utilizar máscara durante a pandemia. A condenação já transitou em julgado.

Assédio sexual e moral no ambiente de trabalho fundamenta condenação de empresa

A Justiça do Trabalho condenou uma empresa de consultoria em recursos humanos a pagar R$ 60 mil a uma trabalhadora vítima de assédio sexual e moral. O primeiro episódio envolveu investidas de cunho sexual praticadas por um colega, que acabou dispensado após investigação interna. Posteriormente, a trabalhadora passou a sofrer cobranças e críticas vexatórias de um superior. A decisão também reconheceu litigância de má-fé das empresas e aplicou multa de 10% sobre o valor da causa.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo