Família ajuíza ações contra governo dos EUA e agente do ICE por morte de cidadã

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Créditos: Michał Chodyra | iStock

A família de Renee Good, mulher de 37 anos morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), ajuizou duas ações civis perante a Justiça federal de Minnesota para buscar responsabilização pelo episódio ocorrido em Minneapolis, em janeiro de 2026. As medidas foram apresentadas pela companheira da vítima, Becca Good, e por seu irmão, Brent Ganger, e têm como alvos o governo norte-americano, o agente Jonathan Ross e outras autoridades federais.

Uma das ações é movida contra os Estados Unidos e sustenta a ocorrência de morte indevida, além de alegar atos como agressão, violência, privação ilegal de liberdade, danos emocionais e negligência. O processo busca indenização pelos danos decorrentes da morte de Renee e é fundamentado, entre outros aspectos, na responsabilidade civil decorrente da atuação de agentes federais.

A segunda ação tem como réus Jonathan Ross, agente do ICE que efetuou os disparos, e autoridades ligadas à política federal de imigração, entre elas Stephen Miller, Kristi Noem, Thomas Homan, Todd Lyons e Gregory Bovino. A demanda sustenta, entre outras alegações, que houve uso excessivo e injustificado da força e uma suposta conspiração para interferir em direitos civis.

Segundo os autores, a morte ocorreu em 7 de janeiro, durante uma operação federal de fiscalização migratória em Minnesota. Renee estava dentro de um veículo quando foi baleada pelo agente Jonathan Ross. A família sustenta que a conduta do agente teria violado normas internas relacionadas ao uso da força e garantias constitucionais.

As ações também atribuem à política federal de imigração adotada no período uma suposta atuação discriminatória contra comunidades somalis e hispânicas. Essas alegações integram a narrativa apresentada pelos autores nos processos e ainda deverão ser analisadas judicialmente.

O caso envolve controvérsia sobre a legalidade do uso da força letal por agentes federais. Segundo as informações divulgadas sobre o episódio, autoridades federais sustentaram que os disparos ocorreram em legítima defesa, enquanto a família de Renee contesta essa versão e afirma que não havia justificativa para o emprego de força letal. O agente Jonathan Ross não foi acusado criminalmente pelo episódio até o momento.

As demandas foram protocoladas na Justiça Federal do Distrito de Minnesota e buscam, além de indenização, o reconhecimento da responsabilidade dos envolvidos pelos fatos narrados nas petições. O governo norte-americano e os demais réus ainda poderão apresentar suas defesas no curso dos processos.

(Com informações da Folha de São Paulo por Ernesto Londoño)

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