Pais suspeitos de matar bebê com 24 golpes de faca permanecem presos

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Photo by Omar Lopez on Unsplash

A Justiça da Paraíba manteve presos preventivamente os pais suspeitos de matar um bebê de três semanas com 24 golpes de faca, no município de Patos, localizado no Sertão paraibano. A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (15), após ambos terem sido detidos em flagrante na quarta-feira (14).

Os suspeitos, ambos de 19 anos, foram encaminhados a unidades prisionais distintas. O homem foi levado ao Presídio Masculino Romero Nóbrega, enquanto a mulher foi encaminhada ao Presídio Regional Feminino, ambos situados em Patos.

Segundo informações divulgadas pela imprensa local, os dois foram autuados por suspeita de homicídio qualificado e omissão. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e determinar a participação individual de cada um dos envolvidos.

De acordo com o perito do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), Dionísio Filho, o bebê não morreu imediatamente após os ferimentos. A perícia identificou 24 lesões, sendo 13 na parte posterior do corpo, incluindo costas e braços, e outras 11 na região frontal, que atingiram abdômen, rosto e tórax. Um dos golpes perfurou o coração da criança.

Durante os depoimentos prestados à polícia, os suspeitos apresentaram versões divergentes sobre o ocorrido e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelo crime. Diante das contradições, a investigação procura esclarecer se a mãe teria agido sozinha, se o pai participou diretamente da ação ou se houve omissão de sua parte.

O delegado responsável pelo caso, Gilson Duarte, informou que testemunhas, incluindo vizinhos e pessoas que passavam pela rua onde ocorreu o crime, foram ouvidas para auxiliar na apuração dos fatos.

Outro ponto investigado envolve a declaração atribuída à mulher de que teria gravado o ocorrido. Segundo a polícia, nenhum vídeo relacionado ao crime foi encontrado no aparelho celular, que foi apreendido e será submetido à perícia.

As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime e definir as responsabilidades penais dos suspeitos. Até a conclusão do processo, ambos devem ser considerados suspeitos, observando-se a presunção de inocência.

(Com informações do Jornal da Paraíba)

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