Festa do divórcio cresce e passa a ganhar destaque no Brasil

Data:

Festa do divórcio cresce e passa a ganhar destaque no Brasil | Juristas
Rodrigo Carvalho de Santana Pinho. Advogado

Em fevereiro de 2024, uma britânica ficou conhecida na Internet por ter realizado uma festança no valor de R$ 1,3 milhão para comemorar o seu divórcio. A festa custou cerca de 250 mil euros e foi com o dinheiro da primeira pensão alimentícia recebida por ela.

Segundo especialistas, esse tipo de comemoração tem ganhado força devido aos novos olhares acerca do divórcio, que tem sido visto contrário à ideia de fracasso, uma vez que é enxergada a perspectiva da qualidade do relacionamento.

E no Brasil

No Brasil, um casal do Ceará ganhou notoriedade ao publicar um vídeo comemorando o divórcio em Fortaleza. Por parte da mulher, a comemoração foi complementada em um bar, com direito a convite e bolo personalizado.

Para profissionais da área da psicologia, a celebração é um reflexo de enxergar a separação como algo que leva em consideração o bem-estar e a saúde, afastando a ideia de fracasso.

Desse modo, já está aberto um novo caminho de que não é preciso ficar numa relação ruim, abusiva, eternamente. Essa liberdade, esse individualismo cultural traz isso para todos os tipos de relações, de que não não há uma obrigatoriedade para ficar para sempre ligado a uma determinada pessoa.

Número de divórcios aumentou

O Brasil registrou 386,8 mil divórcios em 2021, número 16,8% maior em relação ao ano anterior. É o que revela um levantamento recentemente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Naquele ano, foram 932.502 matrimônios e 386.813 separações, ou seja, 1 divórcio para cada 3 casamentos. A taxa de nupcialidade – número de uniões a cada mil habitantes em idade de casar, 15 anos ou mais – saiu de 12,2, em 1980, para 5,5 no ano mais recente do levantamento.

Já a taxa geral de divórcios – número de descasamentos a cada mil habitantes com 20 anos ou mais – foi de 2,49 em 2021, enquanto, nos anos 80, estava abaixo de 0,5. Em média, o matrimônio durou 13,6 anos nos casos de divórcio.

Ainda conforme a entidade, a proporção de separações é maior entre os casais com filhos menores de idade – 48,5% dos divórcios. O crescimento equivale a 5,5 pontos percentuais em relação a 2010.

O IBGE também registrou um aumento significativo do percentual de guarda compartilhada em divórcios judiciais entre casais com filhos menores de idade. Enquanto em 2014, a guarda compartilhada era opção de apenas 7,5% dos casais divorciados, em 2021 o número subiu para 34,5%.


Você sabia que o Portal Juristas está no Facebook, Twitter, Instagram, Telegram, WhatsApp, Google News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Rodrigo Carvalho de Santana Pinho
Rodrigo Carvalho de Santana Pinho
Advogado na RR Advocacia & Consultoria, pós-graduado em Direito Digital e Proteção de Dados pelo IDP, compliance em Proteção de Dados pela LEC/FGV e MBA em Gestão e Planejamento Tributário pela UNI7.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TJDFT determina divisão de despesas com material escolar e uniforme

O TJDFT determinou que pai e mãe dividam despesas com material escolar e uniforme em 50% para cada um no caso analisado. A decisão manteve o valor da pensão alimentícia e exigiu a apresentação de comprovantes

Revista Juristas recebe artigos até 10 de novembro; edital seleciona 30 textos por edição

Advogados, professores, estudantes e demais profissionais do Direito têm até 10 de novembro de 2026 para enviar artigos à Revista Juristas. A publicação, do Grupo Juristas em parceria com a Editora Mizuno, vai selecionar 30 textos para a próxima edição.

Mais decisões e mais humanas: o paradoxo que os gabinetes já estão vivendo

Sérgio Longo Um assessor de desembargador me disse, numa conversa...

TST manterá combate ao assédio eleitoral após o fim das eleições de 2026

O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que o combate ao assédio eleitoral continuará após as eleições de 2026. Em parceria com o MPT, a Corte manterá a apuração das denúncias e buscará a responsabilização por irregularidades. Dados divulgados pelas instituições apontam mais de 1,8 mil denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo MPT em 2026.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo