Banco é condenado por uso de “nome morto” de cliente transexual

Data:

Modelo de procuração ad judicia et extra - lgpd
Créditos: halfpoint / Depositphotos

A 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal condenou instituição financeira por manter cadastro bancário com o chamado “nome morto” de cliente transexual. A autora, que realizou a retificação de nome e gênero no registro civil em 2022, solicitou a atualização dos seus dados junto ao banco, pedido este que não foi atendido.

Em decorrência da recusa da instituição em promover a alteração cadastral, a autora alegou ter sofrido constrangimentos, especialmente ao utilizar cartão de crédito, destacando que a manutenção do “nome morto” viola sua identidade e dignidade, gerando exposição e confusão pública.

Ao analisar o recurso, a Turma ressaltou que o reconhecimento e respeito à identidade de gênero e ao nome retificado constituem expressão direta de direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal. Assim, a conduta do banco configura afronta à dignidade da pessoa humana.

A juíza relatora enfatizou que “a atitude da instituição financeira, ao desconsiderar a identidade de gênero juridicamente reconhecida, ultrapassa meros dissabores cotidianos, configurando abalo psicológico evidente”. Consequentemente, a Turma manteve a decisão que condenou o banco a promover a alteração cadastral conforme solicitado, bem como a indenizar a autora em R$ 2.000,00 a título de danos morais.

A decisão foi unânime.

(Com informações do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios — TJDFT)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Defesa de Daniel Vorcaro aponta alterações em arquivos de celular apreendido pela Polícia Federal

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao STF um laudo particular que identificou alterações em 657 arquivos e a criação de outros 436 no celular do empresário enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal. O documento questiona procedimentos de preservação e extração de provas digitais e fundamenta o pedido de acesso aos dados originais do dispositivo.

Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre ilha

A Justiça de Brasília negou pedido de Willer Tomaz e da empresa WT Administração de Imóveis e Bens para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre a disputa por uma ilha em Angra dos Reis. O processo continua em andamento.

Maior corretora de criptomoedas do mundo sofre invasão e perde bilhões

A Binance sofreu um ataque hacker que resultou no desvio estimado de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A corretora suspendeu temporariamente os saques, afirmou que os recursos dos clientes estão protegidos e prometeu cobrir os prejuízos. Empresas do setor conseguiram bloquear parte dos ativos, enquanto as investigações sobre a autoria do ataque continuam.

Presidente do TRF-1 decide em processo envolvendo empresa representada pela própria filha

A presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região...

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo