Brasileira é desligada pela empresa P&G após repercussão de imagem com símbolo do PT na Polônia

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Brasileira é desligada pela empresa P&G após repercussão de imagem com símbolo do PT na Polônia | Juristas
Créditos: Paul Matthew Photography / Shutterstock.com

A multinacional Procter & Gamble (P&G) desligou uma funcionária brasileira após a repercussão de uma fotografia registrada em Varsóvia, na Polônia, na qual ela aparece ao lado de outra mulher fazendo o gesto de “L”, associado ao apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na imagem, uma das brasileiras também utiliza um broche com a estrela do Partido dos Trabalhadores (PT).

O episódio ganhou visibilidade depois que o eurodeputado polonês Dominik Tarczyński divulgou a fotografia nas redes sociais e solicitou informações sobre as brasileiras. O parlamentar também defendeu a deportação das duas, sob o argumento de que a promoção do comunismo é proibida na Polônia.

A publicação provocou repercussão nas redes sociais e desencadeou cobranças direcionadas à empresa. O caso passou a envolver discussões sobre manifestações políticas, liberdade de expressão e possíveis consequências profissionais decorrentes da exposição pública de posicionamentos políticos.

A legislação polonesa estabelece restrições à promoção de regimes totalitários, incluindo o comunismo. Entretanto, a utilização de símbolos partidários ou a manifestação de apoio a um político não caracteriza, automaticamente, a prática de um crime, sendo necessária a análise das circunstâncias concretas e das normas aplicáveis.

Em meio à repercussão, a P&G confirmou o desligamento da funcionária brasileira. O episódio ampliou o debate sobre os limites entre a liberdade de manifestação política e as decisões adotadas por empresas diante de situações que ganham destaque nas redes sociais.

Segundo informações divulgadas, as brasileiras procuraram a representação diplomática brasileira por iniciativa própria. O Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Varsóvia está à disposição para prestar assistência consular.

Até o momento informado pela fonte, as autoridades polonesas não haviam confirmado publicamente a abertura de um procedimento oficial de deportação contra as brasileiras.

(Com informações do @tesejuridica no instagram)

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