‘Deepfakes’ podem ser um novo aliado para o 'pornô de vingança'

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deepfakes - pornô de vingança
Créditos: konstantynov | iStock

“Deepfakes" são vídeos produzidos utilizando programas de Inteligência Artificial que criam versões computadorizadas do rosto de alguém e são capazes de manipular sua boca como se esta pessoa realmente tivesse falando, como por exemplo, adicionando a cabeça de uma atriz de Hollywood ao corpo de uma estrela de filmes pornô.

Famosos como a atriz Emma Watson e o ex-presidente americano Barack Obama já foram vítimas desses vídeos falsos.

Especialistas da área temem que a prática do "pornô da vingança" (quando uma pessoa divulga um vídeo íntimo do ex-namorado, por exemplo) ganhe novo impulso com a possibilidade de manipulação de imagens. Outro uso para esses vídeos falsos é a adulteração de falas de políticos em campanhas eleitorais.

A criação desses vídeos ficou mais fácil depois do lançamento do FakeApp, um aplicativo gratuito que permite a troca de rostos. Ele usa um algoritmo que cria uma versão computadorizada do rosto de uma celebridade ao analisar centenas de fotos desta pessoa e também um vídeo de quem terá seu rosto substituído.

Os resultados variam bastante em termos de qualidade. Mas, em alguns casos, quando as duas pessoas envolvidas na troca são parecidas fisicamente, o produto final chega a ser convincente.

Também preocupa o fato de as legislações dos países não conseguirem acompanhar a tecnologia, criando um vácuo legal que dificulta a punição de criadores de "deepfakes".

Para tentar identificar possíveis "deepfakes", uma dica é prestar atenção à qualidade dos vídeos e na maneira como os rostos se movem. Em vídeos "fakes" de celebridades, os rostos digitalmente "transplantados" tinham resolução mediana, oscilações, tremores e flutuações.

Mas, segundo o pesquisador de computação gráfica Christian Riess, da Universidade Friedrich-Alexander Erlangen-Nürnberg na Alemanha, não demorará até que os programas de "deepfakes" evoluam a ponto de edições serem imperceptíveis ao olho humano. Logo, dependeremos de softwares para autenticar vídeos suspeitos. (Com informações do Uol.)

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