Dinheiro é arremessado durante operação da Polícia Federal que investiga Rioprevidência e Banco Master

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policial - Crime de Extorsão
Créditos: Luciano_Marques | iStock

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, destinada à apuração de supostos crimes contra o sistema financeiro nacional, com foco na gestão dos recursos do RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro.

Conforme informações da autoridade policial, ao serem cumpridos mandados de busca e apreensão em imóvel localizado em Balneário Camboriú, Santa Catarina, um dos ocupantes do apartamento, situado no 30º andar, arremessou pela janela uma mala contendo numerário em espécie. A Polícia Federal contabilizou R$ 429 mil dispersos no local.

Além do numerário, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois aparelhos celulares, instrumentos que poderão auxiliar na investigação.

Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados, localizados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, em razão de indícios de obstrução de investigação e ocultação de provas.

No dia 3 de fevereiro, o ex-presidente do RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso em Itatiaia (RJ) após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito da prática de obstrução de investigações e ocultação de provas.

A nova fase da operação tem como finalidade localizar e recuperar bens, valores e objetos supostamente retirados do apartamento do principal investigado durante a etapa anterior da operação, realizada em 23 de janeiro.

A Operação Barco de Papel investiga supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que passou recentemente por liquidação pelo Banco Central. Segundo as investigações, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o RioPrevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões no referido banco.

As diligências continuam a fim de apurar responsabilidades e eventual prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo possíveis atos de gestão temerária, fraude e lavagem de dinheiro.

(Com informações do G1 por Márcia Brasil)

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