Órgão regulador alemão proíbe Facebook de usar dados de usuários do Whatsapp

Data:

WhatsApp - Fotos íntimas
Créditos: Wachiwit / iStock

O Hamburg DPA, órgão regulador e de proteção de dados, na cidade-estado de Hamburgo, na Alemanha, proibiu no mês passado, que o Facebook processe e utilize dados pessoais de utilizadores do WhatsApp. A decisão foi tomada depois do WhatsApp ter exigido que os utilizadores consentissem com os novos termos, sob pena de não poderem voltar a usar a aplicação.

“Esta ordem visa garantir os direitos e liberdades de muitos milhões de utilizadores que dão o seu consentimento aos termos de utilização em toda a Alemanha”, disse o oficial de proteção de dados de Hamburgo, Johannes Caspar, que lidera a supervisão doméstica do Facebook sob o sistema federal da Alemanha. “O meu objetivo é evitar desvantagens e danos associados a esse procedimento”, acrescentou ele. Caspar anunciou a sua decisão antes de 15 de maio, prazo final estipulado pela empresa para que os usuários dessem consentimento aos novos termos do WhatsApp.

Segundo o WhatsApp, a ação da autoridade de proteção de dados de Hamburgo teve por base “um mal-entendido fundamental” sobre o propósito e efeito da sua atualização e, portanto, não tinha base legítima.

“Como as afirmações da Hamburg DPA estão erradas, o pedido não afetará a implementação contínua da atualização. Continuamos totalmente comprometidos em fornecer comunicações seguras e privadas para todos”, disse um porta-voz do WhatsApp.

A ação regulatória abriu um novo precedente na Alemanha sobre as políticas de privacidade do Facebook, com o seu regulador antitruste nacional a travar uma batalha legal sobre as práticas de dados que, segundo ela, representam um abuso de domínio do mercado.

Desde 2018, a privacidade online está sujeita ao  ‘Regulamento Geral de Proteção de Dados’ (GDPR), que im´pões regras a serem seguidas na União Europeia. Sob o GDPR, a Irlanda lidera a supervisão do Facebook.

Segundo Caspar as regras previstos no GDPR, impediram por três meses o recolhimento de dados de utilizadores do WhatsApp pelo Facebook e que vai exigir uma decisão semelhante em toda a UE no Conselho Europeu de Proteção de Dados, um fórum que reúne reguladores dos 27 estados-membros do bloco.

Com informações de O Jornal Económico.

 

 

Fique por dentro de tudo que acontece no mundo jurídico no Portal Juristas, siga nas redes sociais: FacebookTwitterInstagram e Linkedin. Adquira sua certificação digital e-CPF e e-CNPJ na com a Juristas Certificação Digital, entre em contato conosco por email ou pelo WhatsApp (83) 9 93826000

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Candidata recorre à Justiça após desclassificação de concurso por uso de medicamento hormonal

Candidata ao concurso da Polícia Penal de Minas Gerais foi considerada inapta na avaliação médica após apresentar documentação indicando histórico de câncer de mama e uso contínuo de tamoxifeno. Ela afirma que exames recentes não apontam atividade da doença e questiona judicialmente a desclassificação, invocando o entendimento do STF no Tema 1.015. Os pedidos de liminar e o recurso apresentado pela candidata foram negados, enquanto o processo principal continua em tramitação.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo