Tenente-coronel nega feminicídio de soldado Gisele Alves em depoimento à Justiça

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Tribunal e Justiça em referência ao caso de feminicídio de Gisele Alves
Créditos: Freepik

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto negou ter cometido o feminicídio de Gisele Alves Santana, sua esposa, durante depoimento prestado à Justiça em São Paulo. O oficial responde a processo criminal e afirma que não praticou o crime.

O interrogatório ocorreu em 5 de outubro, no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, e durou mais de oito horas. Participaram da audiência representantes do Ministério Público, a defesa do acusado e o advogado da família da vítima.

Durante o depoimento, o tenente-coronel contestou a imagem de que seria uma pessoa agressiva e violenta. Ele reiterou que não cometeu o crime e sustentou que a esposa teria tirado a própria vida após uma conversa sobre separação.

Laudo pericial contesta versão apresentada

A hipótese de suicídio foi contestada por um laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo. Segundo a reportagem, os peritos identificaram divergências entre a versão apresentada pelo acusado e os vestígios físicos encontrados na investigação.

A análise incluiu testes de capacidade física e mecânica, avaliações de visibilidade e exame do padrão de escorrimento de sangue. De acordo com as conclusões periciais relatadas, as condições examinadas indicariam a participação de uma segunda pessoa na morte da soldado.

Mensagens sobre o relacionamento

Ao falar sobre a relação com a esposa, o tenente-coronel afirmou que tentava se separar havia meses e atribuiu à vítima um comportamento que considerava agressivo. Também declarou que as mensagens de Gisele sobre o fim do casamento seriam blefes.

A reportagem informa, porém, que mensagens recuperadas durante a investigação apresentam um relato diferente sobre a separação. Em uma delas, Gisele teria manifestado a intenção de encerrar o relacionamento após perder a confiança no marido.

Esses elementos integram o contexto investigativo e devem ser analisados no curso do processo judicial.

Feminicídio de Gisele Alves: acusações e próximos passos

Geraldo Leite Rosa Neto responde por feminicídio e fraude processual, esta última relacionada à suspeita de interferência na cena do crime. Segundo o Ministério Público, o homicídio teria sido motivado pela recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento, e a vítima não teria tido possibilidade de se defender.

O oficial foi preso preventivamente em 18 de março de 2026 e, conforme a reportagem, permanecia custodiado no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.

Após o interrogatório, as partes devem apresentar suas alegações finais. Em seguida, caberá à juíza decidir se o caso será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

(Com informações do Jurinews.)

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