Governo investiga causas do apagão que deixou milhões sem energia

Data:

Sem amparo legal, Justiça barra redução de alíquota de ICMS sobre energia elétrica
Créditos: Bohbeh / Shutterstock.com

O governo e autoridades do sistema elétrico brasileiro estão trabalhando para identificar as causas e consequências do recente apagão energético que afetou cerca de 29 milhões de brasileiros na terça-feira (15), deixando grande parte do país sem energia, exceto o estado de Roraima.

Em uma série de reuniões em Brasília, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, está em constante diálogo com Luiz Carlos Ciocchi, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e Angela Regina Livino de Carvalho, presidente interina da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Governo investiga causas do apagão que deixou milhões sem energia | Juristas
Créditos: Maxx-Studio/Shutterstock.com

O governo federal está analisando a hipótese de dois eventos simultâneos terem desencadeado o apagão: um no Ceará e outro em um ponto do sistema ainda não identificado. O problema no Ceará gerou uma falha operacional que impactou a interligação entre as regiões Norte e Sudeste, desencadeando uma reação em cadeia que forçou a interrupção do fornecimento de energia nas regiões Sul e Sudeste para evitar danos maiores ao sistema.

Segundo o ONS, a interrupção do serviço ocorreu por volta das 8h31 de terça-feira, e a energia só foi completamente restabelecida às 14h49. Espera-se que o ONS apresente um relatório preliminar sobre as possíveis causas até quinta-feira (17).

Governo investiga causas do apagão que deixou milhões sem energia | Juristas
Brasília (DF) 15/08/2023 – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, explica os motivos do interrompimento de energia na manhã de hoje em diversos estados
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O ministro Alexandre Silveira considerou o apagão como “um evento extremamente raro”. Além das medidas adotadas pelo Ministério de Minas e Energia, o ministro anunciou que solicitará à Polícia Federal que investigue o ocorrido e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que acompanhe a apuração.

Enquanto isso, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que ainda não há explicações para o apagão e que estão sendo exigidas respostas urgentes para o incidente. Ele ressaltou a confiança no sistema elétrico nacional, destacando que o problema provavelmente decorreu de um erro ou falha técnica, em vez de falta de capacidade de geração.

Fornecedoras de energia elétrica são responsáveis por eventuais danos aos consumidores

O Procon-SP afirmou a CNN que a regulação dos serviços de geração e distribuição de energia elétrica é de responsabilidade da Aneel — Agência Nacional de Energia Elétrica, que estabelece as obrigações das empresas concessionárias e os direitos específicos dos consumidores.

Dentre esses direitos, destaca-se o desconto automático na conta do período em que o cliente ficou sem energia, ressarcimento pela perda de alimentos e remédios que estragaram por falta de refrigeração — nestes casos, fotos e notas fiscais comprovando o problema são essenciais para o registro da reclamação.

Danos em equipamentos causados por descarga elétrica também devem ser reparados pelas empresas, a partir do pedido do consumidor e da análise dos aparelhos.

Se o consumidor teve algum equipamento de sua casa danificado e acredita que tenha sido por falha na rede elétrica, a Aneel orienta que o primeiro passo é entrar em contato com a distribuidora de energia por telefone, internet ou posto presencial. O cliente precisa passar as seguintes informações:

  • Número da unidade consumidora (disponível na conta de luz);
  • Data e horário prováveis em que o dano ocorreu;
  • Descrição do problema (ex.: a geladeira não está resfriando)
  • Descrição do equipamento (marca, modelo, etc);
  • Canais de contato da preferência do cliente.

Vale ressaltar que o consumidor tem cinco anos, contado da data da ocorrência, para pedir o ressarcimento. No entanto, se passarem de 90 dias, terá que passar à distribuidora a nota fiscal do produto danificado e um termo de responsabilidade relacionado à situação do equipamento.

Com informações da Agência Brasil e CNN.


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Pesquisador usa inteligência artificial para criar malware e tentar extorquir empresas

Relatório da CrowdStrike identificou o malware PhantomRaven, supostamente desenvolvido com auxílio de inteligência artificial e distribuído por meio de pacotes maliciosos no npm. O código teria sido utilizado para obter credenciais de desenvolvedores e, posteriormente, pressionar empresas com alegações de vulnerabilidades em seus sistemas. Em resposta à ameaça, o npm adotou medidas para restringir a execução automática de comandos durante instalações.

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo