Hering é notificada por uso de reconhecimento facial sem conhecimento dos clientes

Data:

Idec acionou a Hering por conta do uso dessa tecnologia.

hering
Créditos: metamorworks | iStock

Ao inaugurar uma loja conceito que utiliza desde reconhecimento facial à detecção de calor para analisar os sentimentos dos clientes, a Hering foi notificada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) para prestar esclarecimentos.

Para o instituto, a empresa estaria utilizando a tecnologia sem a autorização prévia dos clientes. O Idec afirmou estar em alerta com possíveis violações a direito dos consumidores – um deles seria o direito à liberdade de escolha.

De acordo com o Idec, um dos questionamentos que estão sendo averiguados é que a obtenção e análise dos dados deveria acontecer com o consentimento dos clientes com base na Lei de Proteção de Dados Pessoais, que entrará em vigor no ano que vem.

A Hering tem um prazo de dez dias para apresentar sua defesa.

Loja conceito da Hering

A Hering Experience conta com uma tecnologia avançada para estudo do comportamento dos clientes. Existe sensores capazes de identificar o sexo e a faixa etária dos clientes, sensores de calor para identificar as zonas de maior preferência para os clientes que frequentam o local,  pode ainda se integrar com a loja online da marca, os clientes podem realizar compras online e buscá-las na loja física ou comprar na Hering Experience e receber os produtos em casa.

A loja também possui um espelho interativo, que permite desde mudar a iluminação e música ambiente a realizar a compra online no provador (interessante principalmente para quando não há peças em estoque).

Outra inovação são etiquetas com identificação por radiofrequência (RFDI) que facilitam a gestão do estoque das peças. (Com informações do StartSe.)

Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Concessionária de energia é condenada a indenizar usuária por interrupção no fornecimento

A 33ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de uma concessionária de energia ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais a uma usuária que ficou sem fornecimento de energia elétrica por quatro dias, após fortes chuvas na capital paulista em 2023. A decisão foi proferida pelo juiz Otávio Augusto de Oliveira Franco, da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Vila Prudente.

Homem é condenado por incêndio que causou a morte do pai idoso

A 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação de um homem pelo crime de incêndio que resultou na morte de seu pai idoso. A decisão, proferida pela Vara Única de Conchal, reduziu a pena para oito anos de reclusão, a ser cumprida em regime fechado.

Remuneração por combate a incêndio no Porto de Santos deve se limitar ao valor do bem salvo

A 9ª Vara Cível de Santos condenou uma empresa a pagar R$ 2,8 milhões a outra companhia pelos serviços de assistência prestados no combate a um incêndio em terminal localizado no Porto de Santos. O valor foi determinado com base no limite do bem efetivamente salvo durante a operação.

Casal é condenado por expor adolescente a perigo e mantê-lo em cárcere privado após cerimônia com chá de ayahuasca

A 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) confirmou a condenação de um casal pelos crimes de sequestro, cárcere privado e exposição ao perigo à saúde ou vida, cometidos contra um adolescente de 16 anos. A decisão, proferida pela juíza Naira Blanco Machado, da 4ª Vara Criminal de São José dos Campos, fixou as penas em dois anos e quatro meses de reclusão e três meses de detenção, substituídas por prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário mínimo.