Homem recupera R$ 32 mil em ação judicial após ser extorquido por fotos comprometedoras

Data:

Direitos Autorais e Uso de Imagem
Créditos: welcomia / Depositphotos

Uma decisão da 1ª Vara Cível da comarca de Canoinhas, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou que uma mulher acusada de extorquir um homem, recebendo R$ 32 mil em transferências bancárias para não divulgar fotos “comprometedoras”, terá que ressarcir o valor ao homem extorquido.

O juízo fundamentou sua decisão na comprovação das movimentações financeiras entre as partes, que ficaram evidentes nos autos do processo. A mulher não contestou as transferências, mas não conseguiu apresentar uma justificativa válida para ser credora desse montante. Diante disso, a devolução do dinheiro foi determinada para evitar qualquer enriquecimento ilícito por parte da acusada.

Homem utiliza computador
Créditos: / iStock

O processo revela que as chantagens tiveram início por meio de troca de mensagens em ambiente virtual, onde a mulher exigia que o homem realizasse transferências para sua conta bancária, sob a ameaça de tornar públicas as fotos comprometedoras. Foram efetuadas cinco transferências, totalizando R$ 32 mil, e os recibos dessas transações foram anexados aos autos, confirmando a movimentação financeira.

O magistrado responsável pela sentença esclareceu que a discussão no processo é exclusivamente de natureza cível, envolvendo o ressarcimento dos danos materiais sofridos pelo autor ao transferir valores sem dever nada à mulher. Quanto aos supostos crimes praticados pela acusada, destacou que esse aspecto deve ser tratado em uma ação penal específica, em uma vara criminal competente.

Com informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Pesquisador usa inteligência artificial para criar malware e tentar extorquir empresas

Relatório da CrowdStrike identificou o malware PhantomRaven, supostamente desenvolvido com auxílio de inteligência artificial e distribuído por meio de pacotes maliciosos no npm. O código teria sido utilizado para obter credenciais de desenvolvedores e, posteriormente, pressionar empresas com alegações de vulnerabilidades em seus sistemas. Em resposta à ameaça, o npm adotou medidas para restringir a execução automática de comandos durante instalações.

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo