“Humanizadores” de textos gerados por IA têm eficácia limitada, apontam especialistas

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"Humanizadores" de textos gerados por IA têm eficácia limitada, apontam especialistas | JuristasFerramentas de inteligência artificial desenvolvidas para “humanizar” textos produzidos por IA não conseguem eliminar completamente os indícios de autoria artificial, segundo especialistas em educação. Embora esses recursos alterem aspectos do estilo da escrita, educadores afirmam que eles não substituem o processo de construção do conhecimento nem tornam o conteúdo verdadeiramente autoral.

De acordo com os especialistas, as plataformas conseguem reduzir alguns traços característicos da inteligência artificial, como repetições, excesso de formalidade e determinadas estruturas linguísticas. No entanto, permanecem evidentes elementos como argumentação superficial, padronização do texto, ausência de repertório pessoal e organização repetitiva das ideias, características que continuam sendo identificadas por softwares de detecção.

Além das limitações técnicas, os educadores alertam que o uso indiscriminado dessas ferramentas pode comprometer o desenvolvimento de habilidades fundamentais, como a escrita, o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de formular argumentos próprios. Para eles, quando a inteligência artificial assume a elaboração do texto, o estudante deixa de exercitar competências essenciais para sua formação acadêmica e profissional.

Os especialistas também destacam que a dependência dessas tecnologias pode prejudicar o desempenho em avaliações presenciais, como vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nas quais o uso de inteligência artificial não é permitido.

Apesar das críticas ao emprego da IA para produzir integralmente redações e trabalhos acadêmicos, os educadores reconhecem que a tecnologia pode desempenhar um papel positivo quando utilizada de forma ética e responsável. Entre as aplicações recomendadas estão a revisão de textos autorais, a identificação de pontos de melhoria, o esclarecimento de critérios de correção e a sugestão de referências bibliográficas e repertórios socioculturais.

Na avaliação dos especialistas, a inteligência artificial deve ser encarada como uma ferramenta de apoio ao aprendizado, e não como substituta da produção intelectual do estudante, preservando o desenvolvimento da autonomia, da capacidade argumentativa e da autoria na escrita.

(Com informações do G1 por Júlia Carvalho)

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