Júri dos EUA decide contra Elon Musk em disputa com OpenAI sobre missão da empresa de IA

Data:

Black Twist Pen on Notebook
Photo by Mohammad Danish on Pexels

Um júri nos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (18) contra Elon Musk em um processo movido pelo bilionário contra a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. Musk alegava que a organização teria se afastado de sua missão original de desenvolver inteligência artificial para o benefício da humanidade, priorizando interesses lucrativos.

Os jurados, no entanto, concluíram que a OpenAI não pode ser responsabilizada pelas acusações apresentadas por Musk, incluindo a de que teria abandonado seu caráter originalmente sem fins lucrativos para favorecer investidores e parcerias comerciais.

O julgamento teve início em 28 de abril e foi acompanhado de perto por especialistas e pelo mercado de tecnologia, por envolver um dos principais debates atuais sobre inteligência artificial: até que ponto empresas do setor devem priorizar o interesse público em detrimento da geração de lucro.

Durante o processo, as duas partes trocaram acusações sobre credibilidade e intenções. A defesa de Musk sustentou que a OpenAI teria se desviado de sua missão inicial e que até a Microsoft, parceira da empresa, teria conhecimento desse suposto direcionamento comercial desde os primeiros anos da organização.

Já a OpenAI negou qualquer irregularidade e afirmou que Musk demorou a contestar judicialmente a estrutura da empresa, além de sugerir que o próprio empresário passou a ter interesses financeiros mais diretos no setor de inteligência artificial ao longo do tempo. A defesa também questionou a consistência das alegações apresentadas pelo bilionário.

O caso também expôs a disputa intensa no mercado global de IA, que inclui concorrentes como Anthropic e a própria xAI, empresa fundada por Musk. A OpenAI, por sua vez, se prepara para uma possível abertura de capital, com estimativas que podem avaliar a companhia em cerca de US$ 1 trilhão, enquanto grandes investimentos continuam sendo feitos por parceiros como a Microsoft.

O julgamento, marcado por 11 dias de depoimentos, reforça o cenário de forte competição e disputa narrativa em torno do futuro da inteligência artificial, que hoje já impacta setores como educação, saúde, finanças, jornalismo e segurança digital — além de levantar preocupações sobre empregos, regulação e uso ético da tecnologia.

(Com informações do G1)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

STF lança cartilha para esclarecer remuneração de magistrados e debate sobre penduricalhos

O presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin, lançou uma cartilha com informações sobre a remuneração de magistrados, o teto constitucional e os chamados “penduricalhos”. A iniciativa ocorre após decisões do Supremo que determinaram a suspensão de pagamentos considerados incompatíveis com o teto e a identificação de valores que deverão ser devolvidos por magistrados de sete tribunais estaduais.

Meta enfrenta maior julgamento dos EUA sobre impacto das redes sociais na saúde mental de jovens

A Meta começou a ser julgada nos Estados Unidos em uma ação federal que questiona práticas das redes sociais da empresa e seus possíveis impactos sobre a saúde mental de crianças e adolescentes. Os estados autores acusam a companhia de estimular deliberadamente o uso excessivo das plataformas e de adotar práticas inadequadas na proteção de menores. Além de indenizações, são discutidas mudanças no funcionamento dos aplicativos. O processo pode se tornar um marco na responsabilização de grandes plataformas digitais.

Trend nas redes sociais leva Ministério da Justiça a questionar conduta de advogados à OAB

O Ministério da Justiça encaminhou ofício ao Conselho Federal da OAB após identificar vídeos publicados por advogados que ironizam mulheres que pedem a revogação de medidas protetivas depois de retomarem relacionamentos. O documento cita 31 profissionais e questiona a compatibilidade das publicações com o Código de Ética e Disciplina da OAB. As autoras apontam possível revitimização das mulheres e violação de deveres éticos relacionados à dignidade profissional e à publicidade na advocacia.

Big techs entregam ao TSE planos de prevenção para as eleições de 2026

As principais plataformas digitais com mais de 5 milhões de usuários ativos mensais entregaram ao TSE seus planos de conformidade para as eleições de 2026. Os documentos detalham medidas de moderação de conteúdo, cumprimento de decisões judiciais, combate a comportamentos coordenados e prevenção de riscos relacionados ao uso de inteligência artificial. O TSE analisará os planos e poderá exigir ajustes, enquanto as empresas deverão apresentar relatório final sobre os resultados das medidas até 19 de dezembro.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo