
A ação de cobrança movida por Juliana Rangel Aragão contra o pai, o humorista Renato Aragão, teve novo desdobramento com o agendamento de uma audiência de conciliação. O processo tramita na 43ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro e envolve uma cobrança atualmente estimada em R$ 872.485,58, relacionada a um empréstimo de R$ 950 mil realizado em dezembro de 2018.
De acordo com a versão apresentada por Juliana no processo, o valor teria origem na venda de um imóvel que ela recebeu como herança de sua mãe, Martha Maria Rangel Aragão. A autora afirma que o dinheiro foi entregue ao pai e deveria ter sido devolvido posteriormente. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Juliana sustenta que o prazo para restituição teria terminado em dezembro de 2023 e que parte do valor teria sido paga, permanecendo um saldo em discussão judicial.
Em março de 2026, Juliana apresentou uma emenda à petição inicial para especificar as provas que pretende produzir no processo. Além de documentos, ela solicitou a produção de prova oral, incluindo a oitiva de testemunhas e o depoimento pessoal de Renato Aragão.
Na sequência, o juiz da 43ª Vara Cível marcou uma audiência de conciliação para 26 de outubro. A determinação prevê, inicialmente, a realização presencial do ato e a intimação de Renato Aragão para comparecer acompanhado de advogado regularmente constituído.
Juliana, que atualmente reside em Santa Catarina, solicitou autorização para participar da audiência por videoconferência. Segundo a justificativa apresentada ao Tribunal, o deslocamento até o Rio de Janeiro representaria dificuldade e custos adicionais para ela e seus advogados.
Caso a audiência não resulte em acordo, o processo deverá prosseguir com as etapas previstas na legislação processual civil, incluindo a apresentação da defesa pelo réu e eventual produção das provas requeridas pelas partes.
Renato Aragão, por meio de manifestação divulgada anteriormente, apresentou versão diferente da narrada na ação. Segundo sua equipe, parte dos recursos herdados por Juliana teria sido administrada pelo pai com o objetivo de preservar e organizar o patrimônio da filha. A defesa também afirmou que os valores não teriam sido incorporados ao patrimônio pessoal do humorista ou de sua esposa.
A controvérsia deverá ser analisada pelo Judiciário a partir dos documentos e demais provas apresentados pelas partes, não havendo, até o momento, decisão definitiva sobre a existência ou o valor da dívida alegada.
(Com informações do Metrópoles por Fábia Oliveira)
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