Mãe e filho são condenados pela morte de dubladora da Disney no Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio d

Estupro Virtual
Créditos: Vladstudioraw / iStock

e Janeiro condenou mãe e filho pelo assassinato da dubladora Cristiane Louise. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O economista Pedro Paulo Gonçalves Vasconcellos da Costa foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

Já sua mãe, Eliane Gonçalves Vasconcellos da Costa, recebeu pena de 21 anos e seis meses de prisão pelos mesmos crimes.

Motivo do crime

De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o assassinato teve motivação financeira. A acusação apontou que mãe e filho pretendiam ficar com os bens da vítima, entre eles o apartamento onde ela morava em Ipanema.

Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente os argumentos apresentados pela acusação. O conselho de sentença entendeu que o crime envolveu violência doméstica, menosprezo à condição de mulher, motivo torpe e uso de meio cruel.

Os dois réus já estavam presos e permanecerão detidos. Na decisão, a juíza Alessandra da Rosa Lima afirmou que existe risco de fuga e destacou que decisões do Supremo Tribunal Federal permitem a execução imediata da pena após condenação pelo Tribunal do Júri, mesmo que ainda caiba recurso.

Como ocorreu o crime

O assassinato ocorreu em julho de 2021 dentro do apartamento de Cristiane Louise. Segundo a investigação, Pedro Paulo atacou a vítima, então com 49 anos, com um objeto cortante na região do pescoço.

Após o homicídio, Eliane teria ajudado o filho a esconder o corpo. A denúncia aponta que os dois embrulharam a vítima em lençóis e sacos de lixo e abandonaram o cadáver em uma área de mata na Praia de Grumari.

Relação abusiva

O Ministério Público também destacou que a vítima vivia em uma relação abusiva com os acusados. Segundo a denúncia, mãe e filho se aproveitavam da fragilidade emocional de Cristiane Louise para obter benefícios financeiros.

Investigação e prisão

Semanas antes do crime, Pedro Paulo havia passado a morar no apartamento da dubladora. Quando amigos perceberam o desaparecimento de Cristiane, ele afirmou que ela teria viajado para Mangaratiba com um namorado.

A versão foi desmentida após a polícia localizar o corpo da vítima. Durante o interrogatório, o economista confessou o homicídio, alegando ter agido em legítima defesa. Ele afirmou ainda que a vítima estaria sob efeito de álcool e drogas.

O acusado também confirmou que a mãe ajudou a ocultar o cadáver. Os dois foram presos poucos dias após a localização do corpo da dubladora.

(Com informações  do UOL)

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