MP-SP deflagra Operação Distrato para investigar suposta fraude fiscal de R$ 3,8 bilhões na Sefaz-SP

Data:

Comércio Eletrônico
Créditos: Anna Shvets / Pexels

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) deflagrou, na manhã desta terça-feira (15), a Operação Distrato, destinada a apurar um suposto esquema de fraudes fiscais que teria causado prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos estaduais.

A operação é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (Cira-SP), órgão voltado ao combate a crimes relacionados à sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outras infrações contra a ordem tributária.

No cumprimento das medidas judiciais autorizadas pela investigação, foram executados 38 mandados de busca e apreensão em diversos endereços. Entre os alvos das diligências está o advogado Nelson Wilians.

Segundo o Ministério Público, a investigação apura a existência de um suposto esquema de fraudes envolvendo procedimentos no âmbito da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), com indícios de participação de escritórios de advocacia na estrutura investigada.

Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre a forma de funcionamento do esquema nem a eventual participação individual dos investigados, em razão do estágio das investigações.

A defesa de Nelson Wilians ainda não havia se manifestado sobre a operação até a divulgação das primeiras informações. Eventual posicionamento poderá ser apresentado no decorrer da investigação.

A Operação Distrato integra as ações do Cira-SP voltadas à recuperação de ativos públicos e ao combate a práticas ilícitas que afetem a arrecadação tributária estadual. As investigações prosseguem para identificar a extensão dos fatos, os responsáveis e os eventuais prejuízos causados ao erário.

(Com informações do UOL por Juliana Sayuri)

COMUNICADO OFICIAL

Prezada Rede de Comunicação,

Em resposta às recentes matérias veiculadas na imprensa e às manifestações do escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV), o escritório De Paula Advogados & Consultoria Jurídica e sua sócia, Mayra Fahur de Paula, vêm a público para restabelecer a verdade dos fatos e reafirmar seu compromisso com a ética e a transparência.

Diante das narrativas que buscam distorcer a realidade, apresentamos os seguintes esclarecimentos:

Inexistência de Vínculo Societário: Esclarecemos que não existe, e jamais existiu, qualquer vínculo societário entre Mayra Fahur de Paula e o advogado Nelson Wilians, ou entre seus respectivos escritórios. A relação mantida foi uma parceria técnica pontual para a prestação de serviços específicos, já encerrada. O De Paula Advogados é uma banca autônoma, com governança e estrutura independentes.

Delimitação da Atuação Técnica: A participação do escritório De Paula Advogados em parcela ínfima das operações em questão se deu estritamente no âmbito técnico-jurídico, como um dos elos de uma complexa cadeia de serviços que foi idealizada, estruturada e comercializada por terceiros. A tentativa de atribuir responsabilidade integral ao nosso escritório distorce a realidade e busca fazer ignorar a atuação dos demais e principais envolvidos.

Presunção de Inocência: Lamentamos profundamente a exposição midiática precoce de investigações que ainda se encontram em fase preliminar. O direito à ampla defesa e ao devido processo legal são garantias constitucionais que devem ser respeitadas, evitando-se julgamentos antecipados que prejudiquem a reputação construída ao longo de anos de atuação idônea.

Transparência e Cooperação com as Autoridades: O escritório e sua sócia estão à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborando ativamente para a correta apuração dos fatos. Acreditamos que a verdade prevalecerá por meio da análise técnica e isenta dos documentos e provas.

Confiança na Justiça: Temos plena confiança de que, no foro adequado, nossa conduta profissional, pautada pela boa-fé e pela legalidade, será comprovada. Todas as medidas judiciais cabíveis para a defesa de nossa reputação e para a correta responsabilização de todos os agentes envolvidos já estão sendo tomadas.

Desde já nos colocamos à disposição para esclarecimentos de eventuais dúvidas que se fizerem necessárias através dos nossos meios de comunicação abaixo relacionados.

São Paulo/Londrina, 16 de julho de 2026.

Assessoria de Comunicação Jurídica
De Paula Advogados & Consultoria Jurídica

Canais de comunicação para esclarecimentos:

Telefone: (12) 9-8883-0263
E-mail: [email protected]

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Anthropic adotará marca d’água em conteúdos do Claude para cumprir regras do AI Act

A Anthropic anunciou que pretende marcar textos e arquivos gerados pelo Claude com mecanismos de identificação, incluindo marcas d’água e metadados de procedência assinados digitalmente. A iniciativa busca adequar os sistemas às regras de transparência previstas no AI Act, legislação da União Europeia sobre inteligência artificial. A empresa também trabalha para aplicar os mecanismos a modelos já lançados durante o período de transição da legislação.

Agentes de inteligência artificial coordenam ações e expõem riscos à segurança digital

Pesquisadores da OpenAI apresentaram novos detalhes sobre um ataque cibernético envolvendo agentes de inteligência artificial contra a plataforma Hugging Face. Segundo os relatos, os sistemas teriam atuado de forma coordenada por dias ou semanas, explorando vulnerabilidades, compartilhando descobertas e circulando entre diferentes ambientes digitais. O caso amplia o debate jurídico e tecnológico sobre autonomia, segurança e responsabilidade no uso de agentes de IA.

Discord apresenta à AGU medidas para reforçar proteção de crianças e adolescentes

O Discord apresentou à Advocacia-Geral da União uma proposta para reforçar a proteção de crianças e adolescentes na plataforma. As tratativas começaram após relatório do Ministério da Justiça apontar possíveis falhas na verificação de idade e nos mecanismos de proteção de menores. O plano foi discutido com participação do Discord, do MJSP e da ANPD.

Síria condena Bashar al-Assad à morte por crimes contra a humanidade

A Justiça síria condenou à morte, à revelia, o ex-presidente Bashar al-Assad por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil. O tribunal também impôs pena de morte a Atef Najib, primo de Assad e ex-chefe da segurança política em Daraa. As condenações fazem parte dos primeiros processos conduzidos pelas autoridades de transição contra integrantes do antigo regime.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo