Operação da PCDF apura fraude em falsos consórcios que fez ao menos diversas vítimas

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O que é Consórcio?
Créditos: alffoto / iStock

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a segunda fase da Operação Falsa Promessa para desarticular um esquema de comercialização de consórcios fraudulentos que teria causado prejuízo superior a R$ 278 mil a pelo menos 45 vítimas. As investigações apontam que a organização criminosa movimentou cerca de R$ 22 milhões entre os anos de 2023 e 2025.

A operação, conduzida pela 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), com apoio da Divisão de Inteligência Policial (Dipo), cumpriu seis mandados de prisão preventiva e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 14 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.

Entre os alvos está um funcionário do Banco de Brasília (BRB), apontado pela investigação como um dos líderes do esquema. Segundo a Polícia Civil, novas vítimas continuam sendo identificadas, o que pode ampliar significativamente o prejuízo causado pelo grupo.

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam anúncios em redes sociais e plataformas digitais para atrair consumidores interessados em adquirir cartas de crédito por meio de consórcios. As vítimas eram convencidas a comparecer a estabelecimentos comerciais, onde recebiam atendimento presencial para conferir aparência de legitimidade às negociações.

Durante o atendimento, os consumidores eram induzidos a pagar valores de entrada sob a promessa de contemplação rápida das cartas de crédito, muitas vezes em até três meses. No entanto, os consórcios oferecidos eram inexistentes ou irregulares, e o crédito prometido jamais era disponibilizado.

A Polícia Civil apurou que os valores pagos não eram destinados a administradoras de consórcios autorizadas pelo Banco Central. Em vez disso, os recursos eram direcionados para empresas de fachada e posteriormente distribuídos entre contas pessoais dos integrantes da organização, circunstância que reforça os indícios da prática de lavagem de dinheiro.

Empresas de fachada e indiciamentos

As investigações identificaram a utilização de oito empresas de fachada para operacionalizar o esquema fraudulento. Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas pelos crimes de fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A primeira fase da Operação Falsa Promessa foi realizada em janeiro deste ano, quando foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Distrito Federal e do Entorno.

Nota do BRB

Em nota, o Banco de Brasília esclareceu que a investigação não envolve produtos, serviços ou operações da instituição financeira. Segundo o banco, os supostos consórcios comercializados pelos investigados não pertenciam ao BRB e não foram oferecidos por seus canais oficiais.

A instituição também afirmou que o eventual envolvimento do funcionário investigado não possui relação com suas atribuições funcionais nem com atividades desempenhadas em nome do banco, reforçando que não mantém vínculo com as irregularidades apuradas.

(Com informações do Metropoles por Larice de Paula)

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