Portugal pretende legalizar cerca de 30 mil imigrantes ilegais

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Créditos: Daboost | iStock

Foi anunciado pelo governo de Portugal na última terça-feira (3) a pretensão de regularizar a situação de cerca de 30 mil imigrantes ilegais. Essa medida tem o objetivo de conceder residência para os que entraram sem visto no país e não conseguem cumprir os pré-requisitos para a legalização.

Essa decisão beneficia quem já trabalha no país há pelo menos um ano. Em Portugal existe milhares de imigrantes ilegais que chegaram no país sem os vistos necessários e, apesar de trabalharem, estarem integrados e até pagarem impostos, não conseguem legalizar sua situação.

Atualmente, os imigrantes devem apresentar às autoridades, além de um contrato de trabalho e contribuições para a Segurança Social, provas de que entraram no país com os vistos apropriados.

Por ter uma população considerada pequena, Portugal quer encontrar nos imigrantes a solução para a questão demográfica, mas há divergências entre os políticos do país quanto à forma como isso deve ocorrer.

Alguns políticos, entre eles o primeiro-ministro Antônio Costa, defendem que o país deve atrair imigrantes qualificados e em idade economicamente ativa, facilitando a concessão de vistos, pois afirmam que o país necessita de 75 mil imigrantes para enfrentar o dilema demográfico.

Já outros acreditam que a solução seria criar políticas de estímulo à natalidade entre os próprios portugueses, como incentivos de 10 mil euros por filho, pagos em parcelas até os 18 anos de idade, além de creches gratuitas a partis dos seis meses.

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Créditos: Sean Pavone Photo | iStock

Segundo dados recentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal, os brasileiros formam a maior comunidade estrangeira em solo português, com mais de 85 mil pessoas, o que equivale a 20,3% do total dos imigrantes no país ibérico.

Além do Brasil, os países com maior número de imigrantes são Cabo Verde (34.986), Ucrânia (32.453), Romênia (30.750), China (23.197), Reino Unido (22.431), Angola (16.854), França (15.319), Guiné-Bissau (15.198) e Itália (12.925).  (Com informações do G1.)

 

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