Presidente do STM defende legalidade de resoluções sobre gratificações e benefícios da magistratura militar

Data:

esquema de corrupção
Créditos: Kritchanut | iStock

A presidente do Superior Tribunal Militar, ministra Maria Elizabeth Rocha, divulgou nota de esclarecimento acerca das recentes resoluções aprovadas pela Corte Militar, afirmando que os atos normativos observam integralmente as diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal e pelas regulamentações conjuntas editadas pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Segundo a magistrada, o objetivo da manifestação institucional é afastar questionamentos sobre eventual descumprimento de normas constitucionais e assegurar transparência e segurança jurídica aos atos administrativos relacionados à remuneração e às condições funcionais dos membros da Justiça Militar da União.

Entre os pontos destacados está a alteração do percentual da Gratificação por Exercício Cumulativo de Jurisdição, que passou de 33% para 35%. De acordo com a presidente do STM, a adequação observou os limites definidos em decisão do STF, além de possuir fundamento legal na Lei nº 13.096/2015.

A nota também abordou a mudança da natureza jurídica da gratificação, que deixou de possuir caráter remuneratório para assumir natureza indenizatória. Conforme esclarecido, a modificação decorre da Resolução Conjunta nº 14/2026, editada pelo CNJ e pelo CNMP, cujo artigo 5º prevê expressamente a possibilidade de pagamento da verba como indenização a magistrados e membros do Ministério Público.

Ainda segundo o STM, a regulamentação autoriza que os Tribunais Superiores definam hipóteses específicas de incidência da gratificação, o que justificou a inclusão de atividades desempenhadas no Tribunal de Honra e no Núcleo do Juiz das Garantias entre as situações aptas ao recebimento do benefício.

A presidente ressaltou que a medida busca adequar a estrutura remuneratória da Justiça Militar da União às determinações fixadas pelo STF em tese de repercussão geral, assegurando efetividade às decisões da Suprema Corte.

Outro tema tratado na nota refere-se à Resolução nº 394/2026, relacionada ao Adicional de Permanência destinado a ministros militares. Conforme informado, o benefício possui fundamento na Medida Provisória nº 2.215-10/2001, que assegura a percepção da verba aos militares em inatividade.

O STM destacou, ainda, que vem promovendo a revogação de normas internas relativas a benefícios extintos ou incompatíveis com a atual orientação normativa. Entre as verbas descontinuadas estão a licença compensatória e o auxílio-natalidade anteriormente pagos a magistrados.

Quanto ao impacto orçamentário das alterações, a Corte informou que os valores permanecem sob análise técnica pelos setores financeiro e orçamentário, considerando a necessidade de compensação entre verbas criadas, modificadas ou extintas, além de futuras orientações complementares do CNJ.

Ao final, a Justiça Militar da União reafirmou compromisso com a observância das normas legais, dos princípios constitucionais e das decisões proferidas pelo STF e pelos órgãos nacionais de controle do Judiciário.

(Com informações do Juri News)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo