
A Justiça de Aparecida (SP) condenou sete integrantes de uma quadrilha especializada em furtos dentro do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, um dos principais destinos de peregrinação religiosa do país. As penas, fixadas em fevereiro de 2026, variam de 7 anos e 1 mês a 10 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. Os réus foram considerados culpados por furto, associação criminosa e corrupção de menores, já que uma adolescente participava das ações.
O caso ganhou repercussão após a prisão em flagrante do grupo, ocorrida em 11 de outubro de 2025, véspera do Dia da Padroeira do Brasil. Na ocasião, a basílica estava lotada de fiéis. Entre as vítimas estava o romeiro Luís Fernando das Chagas, de 69 anos, que havia percorrido 81 quilômetros a pé desde São José dos Campos (SP) até o santuário.
Enquanto rezava na Capela das Velas, Chagas foi cercado por integrantes da quadrilha e teve a carteira furtada. Ele não carregava dinheiro, apenas documentos pessoais e cartões bancários. Posteriormente, foi identificado um saque de R$ 39,60 em sua conta.
A ação criminosa foi monitorada pelas câmeras de segurança do santuário. Funcionários do centro de vigilância perceberam a movimentação suspeita e acionaram a equipe de segurança, que conseguiu deter os envolvidos até a chegada da Polícia Militar. Com os suspeitos, foram encontrados itens da vítima e também objetos pertencentes a outras pessoas ainda não identificadas.
Durante depoimento, os acusados negaram envolvimento e afirmaram não se conhecer. Apesar disso, a investigação apontou atuação coordenada do grupo. Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e o Ministério Público de São Paulo formalizou a denúncia.
Na sentença, a juíza responsável destacou a gravidade da conduta, enfatizando que os crimes ocorreram em um ambiente de fé e confiança, onde os fiéis tendem a relaxar a vigilância sobre seus pertences. Segundo a magistrada, o contexto potencializou os danos às vítimas, que, em muitos casos, não recuperaram os bens furtados.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos condenados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
(Com informações do UOL por Josmar Jozino)
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