STJ autoriza uso da marca “Champagne” por empresa de roupas

Data:

Marca Registrada Penhorada
Créditos: Dmitrii Balabanov / iStock

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que uma empresa brasileira do setor de vestuário pode utilizar o termo “champagne” em sua marca. O colegiado entendeu que não há risco de confusão com a tradicional bebida, pois se tratam de atividades econômicas distintas.

O recurso foi apresentado pelo Comité Interprofessionnel du Vin de Champagne (CIVC), que alegava uso indevido da denominação de origem e possível prejuízo à reputação coletiva associada ao produto. A entidade também pediu indenização e a proibição do uso do termo, mas teve seus pedidos negados em todas as instâncias.

A relatora, ministra Isabel Gallotti, destacou que a proteção da indicação geográfica “champagne” está vinculada exclusivamente aos espumantes produzidos na região francesa de mesmo nome, não se estendendo ao mercado de roupas.

Segundo a ministra, a jurisprudência do STJ permite a coexistência de marcas semelhantes em segmentos diferentes, desde que não haja risco de confusão para o consumidor. Além disso, ressaltou que as indicações geográficas possuem natureza coletiva, o que impede a existência de exclusividade absoluta sobre o termo fora de seu contexto específico.

Com isso, foi mantido o entendimento das instâncias anteriores, que já haviam afastado qualquer irregularidade no uso da expressão pela empresa de vestuário.

Leia o acórdão no REsp 2.246.423.

Esta notícia refere-se ao(s) processo(s):REsp 2246423

(Com informações do STJ)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Defesa de Daniel Vorcaro aponta alterações em arquivos de celular apreendido pela Polícia Federal

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao STF um laudo particular que identificou alterações em 657 arquivos e a criação de outros 436 no celular do empresário enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal. O documento questiona procedimentos de preservação e extração de provas digitais e fundamenta o pedido de acesso aos dados originais do dispositivo.

Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre ilha

A Justiça de Brasília negou pedido de Willer Tomaz e da empresa WT Administração de Imóveis e Bens para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre a disputa por uma ilha em Angra dos Reis. O processo continua em andamento.

Maior corretora de criptomoedas do mundo sofre invasão e perde bilhões

A Binance sofreu um ataque hacker que resultou no desvio estimado de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A corretora suspendeu temporariamente os saques, afirmou que os recursos dos clientes estão protegidos e prometeu cobrir os prejuízos. Empresas do setor conseguiram bloquear parte dos ativos, enquanto as investigações sobre a autoria do ataque continuam.

Presidente do TRF-1 decide em processo envolvendo empresa representada pela própria filha

A presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região...

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo