De acordo com Tribunal, Trivago engana clientes e esconde melhores ofertas

Data:

De acordo com Tribunal, Trivago engana clientes e esconde melhores ofertas | Juristas
Crédito:fizkes / istock

Foi promovida pela Trivago propaganda enganosa ao veicular anúncios que afirmam que seu serviço mostra os melhores preços de hotéis quando, na verdade, exibe as ofertas que geram as comissões mais altas para o site alemão de comparação de diárias, decidiu um tribunal australiano.

Violando a lei do consumidor da Austrália com as propagandas sobre preços de quartos de hotel em seu site e em anúncios na televisão em 2018, disse Rod Sims, presidente da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC).

“A Trivago ganha dinheiro com as comissões pagas pelos anunciantes em seu site”, disse Sims. “Eles priorizam quem paga a maior comissão em seu site. Portanto, os consumidores estão sendo direcionados aos anunciantes que mais beneficiam a Trivago, em vez dos anunciantes que mais beneficiam os consumidores”, acrescentou.

A Trivago foi processada pelo órgão de defesa do consumidor da Austrália, listada em Frankfurt em agosto devido a alegações de que enganou seus clientes. O juiz federal Mark Moshinksy decidiu contra a empresa na segunda-feira.

O julgamento de Moshinksy citou casos em que a Trivago excluiu ofertas que não atingiram um limite mínimo de receita para a empresa.

Em comunicação, a chefe de comunicações da Trivago, Stephanie Lowenthal, disse que a empresa analisará a decisão do tribunal, que segundo a empresa forneceu “novas orientações” sobre como os resultados dos sites de comparação de preços devem ser exibidos na Austrália.

“Estamos trabalhando para entender rapidamente as implicações desta decisão no design do nosso site e seu impacto geral no setor de viagens australiano e na maneira como os sites devem ser projetados na Austrália”, disse Lowenthal.

Fonte: Exame Abril

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ezyle Rodrigues de Oliveira
Ezyle Rodrigues de Oliveira
Produtora de conte

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Meta restringe uso por adolescentes e amplia pressão global sobre redes sociais

A decisão da Meta de restringir o uso de redes sociais por adolescentes nos EUA intensificou a pressão internacional para que plataformas digitais adotem medidas mais eficazes de proteção de crianças e adolescentes. Países como Austrália, Estados Unidos, integrantes da União Europeia e nações asiáticas discutem limites de idade, controle parental, verificação etária e mudanças em recursos que podem estimular o uso excessivo das redes.

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

O TRF-4 determinou a perda do cargo de um juiz federal acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Santa Catarina. A decisão também prevê sua disponibilidade sem remuneração, mas ainda será analisada pelo CNJ, que poderá reexaminar a medida no âmbito administrativo.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo