TST mantém indenização a trabalhador por assédio político

Data:

Assédio Sexual
Créditos: belchonock / iStock

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação de um empresário de Fortaleza (CE) ao pagamento de R$ 10 mil de indenização a um empregado que sofreu ofensas relacionadas à sua orientação política. A decisão foi proferida pela ministra Maria Helena Mallmann, que negou recurso do empregador.

Ofensas por motivação política

O trabalhador alegou que, ao cobrar salários atrasados, era ofendido pelo empresário, que dizia para ele “fazer o L e pedir ao Lula”. Em outras ocasiões, comentários depreciativos relacionavam a condição social do empregado e eventos pessoais à sua escolha política.

O empresário alegou que as interações eram informais, sem intenção de humilhação, e que manifestações políticas ocorreram de forma isolada e recíproca.

Decisão judicial

O juízo de primeiro grau concluiu que os comentários extrapolaram a liberdade de expressão e configuraram assédio moral por motivação política, violando direitos fundamentais como a dignidade humana e a liberdade de convicção política. O TRT da 7ª Região manteve a decisão, e o TST também negou o recurso do empresário, confirmando a indenização.

Processo: AIRR-0001427-70.2024.5.07.0034

(Com informações do TST por Dirceu Arcoverde)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

O TRF-4 determinou a perda do cargo de um juiz federal acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Santa Catarina. A decisão também prevê sua disponibilidade sem remuneração, mas ainda será analisada pelo CNJ, que poderá reexaminar a medida no âmbito administrativo.

Big techs ampliam identificação de conteúdos gerados por IA

Grandes empresas de tecnologia estão ampliando ferramentas para identificar e sinalizar conteúdos produzidos por inteligência artificial. A movimentação ocorre diante da pressão regulatória, especialmente na União Europeia, e de preocupações com conteúdos de baixa qualidade, desinformação, riscos jurídicos e impactos na experiência dos usuários. Especialistas avaliam que a disputa entre ferramentas de geração e sistemas de detecção de IA deve continuar à medida que os modelos se tornam mais sofisticados.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo