Unimed condenada a pagar tratamento quimioterápico para idoso de 79 Anos

Data:

unimed paulistanaA Justiça proferiu uma sentença condenando a Unimed do Estado de São Paulo após recusar o pagamento pelo tratamento quimioterápico de um idoso de 79 anos, diagnosticado com um tumor maligno gastrointestinal metastático.

A urgência do caso se justificava pela agressividade do tumor, que causa grande sofrimento ao paciente. “A empresa fez ouvidos moucos”, declarou o advogado Jorge Laham, representante do idoso.

unimed plano de saúde
Créditos: yavdat / iStock

O juiz Sérgio da Costa Leite destacou que a recusa da Unimed não possuía justificativa válida, uma vez que o medicamento prescrito (Folfox associado a Nivolumabe) é aprovado pela Anvisa. O juiz enfatizou a obrigação da seguradora de fornecer os meios necessários para a obtenção da cura.

A Unimed foi condenada a cobrir o tratamento e a indenizar o idoso em R$ 10 mil por danos morais. A recusa gerou transtornos ao paciente, que teve que buscar auxílio judicial para assegurar seu direito. A Unimed ainda possui a opção de recorrer.

plano de saúde
Créditos: sudok1 | iStock

A defesa da empresa alegou que a recusa foi baseada na utilização “off label” do medicamento Nivolumabe, ou seja, fora das indicações homologadas na bula. A Unimed justificou que o câncer metastático do paciente não tem origem determinada, e o uso desse medicamento não é indicado pelo fabricante.

Além disso, a Unimed afirmou que decisões judiciais como essa colocam em risco suas atividades, visto que precisa arcar com custos dissociados do plano contratado. A empresa alega que tal prática inviabiliza sua operação ao estabelecer obrigações desproporcionais.

“É inviável a manutenção de uma operadora que, ao delimitar o valor do plano de saúde, considerou que teria de cobrir ‘100 tratamentos’, e o Judiciário determina que ela cubra ‘1.000’.”

Com informações do UOL.


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo