Usuários de iPhone nos EUA poderão processar a Apple por monopólio

Data:

Suprema Corte americana autorizou prosseguimento de ação coletiva sobre preços praticados na App Store

Usuários de iPhone poderão processar a Apple por práticas de monopólio. Foi o que decidiu nesta segunda-feira (13/5) a Suprema Corte dos Estados Unidos ao autorizar o prosseguimento de uma ação coletiva contra a companhia em razão dos preços praticados em sua loja de aplicativos online.

apple
Créditos: Leszek Kobusinski | iStock

O processo já se arrastava há quase uma década, segundo a rede de TV CNBC. Os usuários argumentam que a comissão de 30% que a Apple cobra sobre as vendas em sua App Store inflacionam os preços, que por sua vez são passados adiante aos consumidores.

A companhia alega que somente os desenvolvedores poderiam processá-la nesses termos. O voto final da maioria veio por meio do ministro mais recente, indicado pelo presidente Donald Trump.

Em voto de desempate, o ministro Brett Kavanaugh argumentou que a defesa da Apple “só faz sentido no que diz respeito a limitar ações similares contra ela”.

Saiba mais:

A decisão pode ter efeitos também sobre outras lojas online de produtos como as do Facebook, Amazon e Google. Segundo a CNBC, também pode acarretar em milhões de dólares em multas contra a Apple, além de ter derrubado o preço das ações da companhia na bolsa de valores.

Em nota, a Apple contestou as acusações de monopólio, lembrando que usuários podem comprar aplicativos por diversas plataformas, incluindo video games. “A maioria dos apps vendidos na App Store são gratuitos. A única situação em que a Apple tem participação nos lucros é quando desenvolvedores decidem vender seus serviços digitais pela loja”, diz.

Clique aqui para ler a decisão completa (em inglês).

Notícia produzida com informações da CNBC.

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Caio Proença
Caio Proença
Jornalista pela Cásper Líbero. Trabalhou em O Diário do Pará, R7.com, Estadão/AE e Portal Brasil.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação antitruste

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu a fusão de aproximadamente US$ 110 bilhões entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação movida por 12 estados, liderados pela Califórnia. Os autores sustentam que a operação viola a legislação antitruste e poderá reduzir significativamente a concorrência nos mercados de cinema, televisão e entretenimento. O caso ainda será analisado pela Justiça, enquanto a transação também aguarda aprovação de reguladores internacionais.

Eduardo Bolsonaro obtém green card nos EUA após condenação pelo STF

Eduardo Bolsonaro recebeu o green card dos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente no país. A concessão ocorre após sua condenação pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O documento amplia sua estabilidade migratória nos EUA, embora não lhe confira direitos políticos, como o voto nas eleições norte-americanas.

Justiça mantém justa causa de trabalhadora que gravou vídeos no TikTok com uniforme e críticas à empresa

A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma trabalhadora que gravou vídeos para o TikTok nas dependências da empresa, utilizando uniforme com identificação da empregadora e divulgando informações consideradas falsas sobre o ambiente de trabalho. A decisão concluiu que a conduta violou normas internas, comprometeu a imagem da empresa e configurou mau procedimento, indisciplina e ato lesivo à honra do empregador, nos termos da CLT.

Copa do Mundo impulsiona apostas esportivas, mas setor enfrenta pressão por regras mais rígidas sobre publicidade

A Copa do Mundo impulsionou o mercado brasileiro de apostas esportivas, registrando aumento expressivo no número de apostas e no volume de transações. Apesar do crescimento, o setor não atingiu as projeções esperadas e passou a enfrentar maior pressão por regras mais rígidas para a publicidade das bets. O governo federal reforçou normas sobre propaganda, enquanto órgãos públicos e entidades civis discutem novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo