PF prende hackers por vazamento em massa de dados de 220 milhões de brasileiros

Data:

Advogado questiona no CNJ a divulgação de dados processuais na internet
Créditos: peshkov | iStock

Dois hackers suspeitos de participação no maior vazamento de dados do Brasil, foram presos, nesta sexta-feira (19), pela Polícia Federal (PF).

Segundo as investigações, Marcos Roberto Correia da Silva (24), conhecido como “Vandathegod”, preso em Uberlândia, é responsável pela divulgação de informações de 223 milhões de brasileiros (incluindo dados de falecidos).

Silva já tinha sido alvo de outras investigações policiais. Ele chegou a ser preso em novembro de 2019, na Operação Defaced, por suspeita de ter invadido os sites da Polícia Civil de Minas Gerais, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), do Tribunal de Justiça de Goiás e do Exército Brasileiro. Ele também foi denunciado por invasão a sistemas do Senado Federal, que ocorreu em agosto do ano passado, e é investigado pela invasão que expôs informações administrativas de ex-servidores e ex-ministros do TSE antes do 1º turno das eleições municipais de 2020.

O segundo hacker, Yuri Batista Novaes, conhecido como “JustBR”, foi preso em flagrante em Petrolina (PE) por posse ilegal de arma e, na casa dele, a Polícia Federal apreendeu 4 terabytes de dados, que agora serão periciados. De acordo com a investigação, Novaes teve participação na obtenção e divulgação de informações de 223 milhões de brasileiros.

O megavazamento de dados foi revelado em janeiro pelo DFNDR lab, laboratório especializado em segurança digital da startup PSafe. Foram colocados à venda, em fóruns na internet, mais de 223 milhões de CPFs, e informações como nomes, endereços, renda, imposto de renda, fotos, além de mais de 40 milhões de números de CNPJ, com informações atrelados a eles.

Segundo a PF, parte dos dados foi ofertada gratuitamente por um usuário de um fórum, e o restante das informações ele colocou à venda, com pagamento em criptomoedas.

Com informações de Estadão e UOL.

 

 

Fique por dentro de tudo que acontece no mundo jurídico no Portal Juristas, siga nas redes sociais: FacebookTwitterInstagram e Linkedin. Adquira sua certificação digital e-CPF e e-CNPJ na com a Juristas Certificação Digital, entre em contato conosco por email ou pelo WhatsApp (83) 9 93826000

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

WhatsApp amplia recursos para edição de PDFs e facilita compartilhamento de documentos no ambiente digital

O WhatsApp passou a permitir a abertura e a realização de anotações em arquivos PDF diretamente nas versões Web e Windows. A atualização elimina a necessidade de baixar documentos para consultas e marcações básicas, tornando mais ágil o compartilhamento e a revisão de arquivos no ambiente digital.

TJ-SP mantém condenação de companhia aérea por atraso de 72 horas em voo internacional

O TJ-SP confirmou a condenação de uma companhia aérea ao pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais para cada passageira em razão de atraso de cerca de 72 horas em voo internacional. O tribunal entendeu que a manutenção não programada da aeronave configura fortuito interno, caracterizando falha na prestação do serviço e ensejando responsabilidade da transportadora.

TJDFT concede tutela de urgência e restringe publicidade de apostas em ação civil pública

O TJDFT deferiu parcialmente tutela de urgência em ação civil pública proposta pelo MPDFT e determinou que a plataforma Blaze e uma influenciadora digital deixem de divulgar publicidade de apostas que prometa ganhos fáceis, minimize riscos ou apresente as apostas como fonte de renda. A decisão também exige identificação clara de todo conteúdo publicitário e prevê multa de até R$ 2 milhões em caso de descumprimento.

Justiça da Paraíba proíbe adolescente de 13 anos de produzir conteúdo monetizado nas redes sociais

A Justiça da Paraíba negou autorização para que uma adolescente de 13 anos continuasse produzindo conteúdos monetizados nas redes sociais. O juiz entendeu que a atividade configura trabalho infantil publicitário e de engajamento, vedado pela Constituição Federal, determinando ainda medidas para impedir a exploração comercial da imagem da menor.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo