Empresário Bruno Heller, preso pela PF, é apontado como o “maior devastador” da Amazônia

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Medidas judiciais e as recentes queimadas na Amazônia
Créditos: Pedarilhos | iStock

A Polícia Federal (PF) prendeu ontem, quinta-feira (3), o empresário Bruno Heller, apontado pelos investigadores como o “maior devastador” da Amazônia já identificado. Segundo a PF, ele teria desmatado 6,5 mil hectares de floresta e se apossado ilegalmente de 21 mil hectares de terras da União. A extensão equivale a quase quatro ilhas de Fernando de Noronha.

Considerado um dos maiores pecuaristas da região de Novo Progresso (PA), Heller atuava como grileiro, segundo as investigações. A informação é do UOL.

Segundo a PF, nos anos 2000, o empresário chegou com família à região da Amazônia, vindos do sul do país. Na época, eles começaram a se apossar de terras da União que ficam nas margens da BR-163, que liga Santarém (PA) a Cuiabá (MT).

incêndios
Créditos: erremmo | iStock

Depois, Heller fragmentou os lotes e distribuiu as terras entre seus parentes. A maioria não morava na região nem trabalhava no ramo agropecuário.

A partir dessa distribuição, o empresário registrava os lotes no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é alimentado via autodeclaração, ou seja, os próprios proprietários de terras informam características das áreas. Com isso, grileiros conseguem produzir documentos oficiais.

Após registrar as terras, Heller desmatava as áreas para criação de gado. Motosserras e queimadas eram utilizadas para derrubar a floresta e implementar as pastagens. Segundo a PF, ele e o grupo que atuava com ele se sentia protegido contra eventuais processos criminais ou administrativos, já que não estavam formalmente ligados às terras.

Autuações do Ibama

Empresário Bruno Heller, preso pela PF, é apontado como o "maior devastador" da Amazônia | JuristasMesmo assim, o investigado já recebeu 11 autuações e seis embargos do Ibama por irregularidades. As investigações também apontam que Heller provocou danos ambientais na Terra Indígena Baú.

Na quinta, a PF localizou, com o empresário, uma espingarda com registro irregular e um saco com 350 gramas de ouro em estado bruto, que pode ter vindo de garimpos ilegais. Heller também tinha R$ 125 mil em espécie escondidos no fundo falso de um armário.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 116 milhões e o sequestro de veículos, de 16 fazendas e imóveis, além da indisponibilidade de 10 mil cabeças de gado.

Com informações do UOL.


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Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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