Presidente do STF e do CNJ defende união de esforços no combate ao crime organizado

Data:

Presidente do STF e do CNJ defende união de esforços no combate ao crime organizado | JuristasO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, destacou na sexta-feira (27) a importância de as instituições brasileiras se unirem e dedicarem “energia máxima” para combater o crime organizado e a violência. Barroso enfatizou a necessidade de adotar medidas que impeçam que o crime organizado infiltre-se nas instituições públicas e permitam ao Estado retomar áreas que “estão perdidas para o crime organizado”.

arma de uso restrito
Créditos: Artfully79 | iStock

Como presidente do STF e do CNJ, o ministro afirmou que considera o combate ao crime organizado e à violência uma das principais prioridades. Ele destacou uma atenção especial para o Rio de Janeiro, que foi alvo de ataques durante a semana por parte de criminosos e milicianos (agentes ou ex-agentes de segurança que por sua atuação não deixam de ser criminosos). Os ataques envolveram incêndios em ônibus e diversas ações coordenadas na capital do estado.

“Estamos precisando fazer diagnósticos corretos em busca de soluções corretas que são urgentes, algumas imediatas, algumas de médio prazo e outras de longo prazo”, afirmou. “Claro que estamos falando da necessidade de educação e de serviços públicos melhores. Mas, numa sociedade civilizada, a repressão também é um componente importante, e precisamos acertar nessa matéria. Do contrário, o crime organizado vai começar a contaminar todas as instituições”.

Viatura Policial
Créditos: Chalabala / iStock

O ministro Barroso enfatizou que o Brasil e a América Latina enfrentam um cenário extremamente grave de violência, com índices que superam os de países em guerra. Ele destacou que o enfrentamento da violência é, em grande parte, uma responsabilidade do Poder Executivo, mas salientou a importância de todos os setores acertarem nos diagnósticos e trabalharem juntos em busca de soluções mais eficazes para combater esse problema em todo o país.

“Temos que colocar esse problema no radar: violência, criminalidade organizada, como impedir a sua infiltração nas instituições e como o Estado reocupar espaços que estão perdidos para o crime organizado. E isso ocorre no Rio de Janeiro e na Amazônia. Portanto, é um fenômeno nacional, continental”, disse o ministro.

A fala de Barroso foi dada a TV Justiça e outros veículos de imprensa, durante sua participação na sexta-feira (27), do evento “A leitura nos espaços de privação de liberdade – Encontro nacional de gestores de leitura em ambientes prisionais”, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (RJ).

Com informações do Supremo Tribunal Federal (STF).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TJ-RJ responsabiliza banco por fraude em golpe da falsa central de atendimento

O TJ-RJ condenou um banco a restituir R$ 49,9 mil a um cliente vítima do golpe da falsa central de atendimento. O colegiado considerou que o acesso dos fraudadores a informações sigilosas e a ausência de mecanismos eficazes para bloquear movimentações atípicas caracterizaram falha na segurança do serviço. Os danos morais, porém, foram afastados.

TJ-SP mantém condenação de professora por tortura de crianças em escola

O TJ-SP manteve a condenação de uma professora por tortura de 13 crianças de dois e três anos em uma escola de Itaquera. O colegiado reconheceu a validade das imagens de segurança e rejeitou as alegações da defesa sobre possível manipulação das gravações e sobrecarga de trabalho. A pena foi redimensionada para cinco anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto, após a redução da fração utilizada para elevar a pena-base.

Ministro do STJ homologa acordo e mantém condenação por improbidade no TJ-PE

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do STJ, homologou acordo de não persecução cível firmado entre o MPF e um ex-funcionário da Caixa condenado por improbidade administrativa. O processo envolve fraudes em contratos habitacionais e desvio de valores. O réu havia sido condenado à perda de funções públicas e ao pagamento de multa, mas o TRF-5 afastou a perda do cargo que ocupava posteriormente no TJ-PE.

Pai de Henry Borel aciona CNJ e pede investigação sobre conduta de juíza durante julgamento

Leniel Borel, pai de Henry Borel, acionou o CNJ contra a juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pela condução do julgamento do caso, e pediu a apuração de sua conduta com base em uma carta anônima. O relato atribui à magistrada declarações sobre Monique Medeiros durante uma reunião administrativa com jurados. A juíza não comentou o caso, e o TJRJ informou que não se manifesta sobre cartas apócrifas.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo