Justiça afasta responsabilidade de emissora de TV em caso de propaganda enganosa

Data:

retransmissão de sinal de tv aberta
Créditos: maxxyustas / Envato Elements

A Justiça de Manaus decidiu que uma empresa de renegociação de dívidas é responsável por ressarcir um consumidor após não cumprir as promessas feitas em anúncios publicitários veiculados em uma emissora de televisão. O juiz Alexandre Henrique Novaes de Araújo, do 10.º Juizado Especial Cível da Comarca de Manaus, determinou que a empresa reembolse o autor da ação e o indenize pelos danos morais sofridos.

No caso em questão, o consumidor alegou ter sido enganado por propagandas veiculadas pela empresa financeira em um programa de TV, nas quais prometia reduzir dívidas de financiamento de veículo em até 70%. Contudo, após contratar os serviços da empresa, ele não obteve o benefício prometido e foi cobrado pelo banco credor, o que o obrigou a arcar com parcelas atrasadas para evitar problemas maiores.

O consumidor moveu uma ação contra a empresa de renegociação de dívidas, incluindo também a emissora de TV que veiculava os anúncios publicitários como parte requerida. No entanto, o juiz Novaes afastou a responsabilidade da emissora, considerando que ela não é parte do contrato firmado entre o consumidor e a empresa anunciante.

Entrevistada em TV ganha R$ 30 mil em indenização por dano moral por quebra de sigilo
Créditos: Yuri Snegur / Shutterstock.com

Em relação ao pedido de reembolso e indenização por danos morais feito pelo consumidor, o juiz destacou que se tratava de um contrato de altíssimo risco e de aparente baixa efetividade ou economia. Segundo ele, o consumidor foi induzido a contratar os serviços da empresa devido à falta de informações claras e à publicidade convincente.

“Nesse contexto, não se evidencia que se cuide de contrato vantajoso à parte autora, havendo promessa de vantagem que não pode ser garantida”, ressaltou o magistrado.

A decisão ressalta a importância da transparência nas relações de consumo e reforça o direito do consumidor em buscar reparação por danos causados por práticas comerciais enganosas.

Com informações do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Notícias, modelos de petição e de documentos, artigos, colunas, entrevistas e muito mais: tenha tudo isso na palma da sua mão, entrando em nossa comunidade gratuita no WhatsApp.

Basta clicar aqui: https://bit.ly/zapjuristas

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Sócio minoritário da Pixbet é preso na Paraíba durante operação da Polícia Federal

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na Paraíba durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra as ordens tributária e financeira, envolvendo movimentações internacionais, empresas no exterior e utilização de criptoativos.

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo