Política Nacional de Eficiência Processual gera extinção massiva de execuções fiscais no Judiciário

Data:

Constituição Federal
Créditos: Andreas Rauh / Shutterstock.com

A implementação das diretrizes previstas na Resolução CNJ nº 547/2024, que institui medidas voltadas ao tratamento racional e eficiente das execuções fiscais no âmbito do Poder Judiciário, já resultou na extinção de aproximadamente 12 milhões de processos dessa natureza. O dado foi apresentado pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, durante a 10ª Sessão Ordinária de 2025 do CNJ.

A informação foi destacada no julgamento de consulta formulada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), no âmbito do procedimento de controle administrativo de número 0004754-38.2025.2.00.0000. Na ocasião, o Plenário do CNJ firmou o entendimento de que a ausência do número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) do executado configura causa suficiente para a extinção da execução fiscal, por inviabilizar a identificação patrimonial por meio de sistemas como o Sisbajud.

Em seu voto, a conselheira relatora Mônica Nóbrega pontuou que a ausência de tais dados compromete a efetividade da execução, tornando inviável a localização de ativos financeiros e demais medidas constritivas indispensáveis ao cumprimento da obrigação tributária executada.

O ministro Barroso ressaltou que a decisão se alinha à política institucional de saneamento do acervo processual, especialmente no que diz respeito às execuções fiscais sem adequada instrução. Segundo ele, “como bem destacou a conselheira Mônica Nóbrega, estamos dando efetividade a comandos já previstos no ordenamento jurídico, e há expectativa de que milhões de novas extinções ocorram por conta dessas deficiências formais”.

O TJSP tem sido protagonista na aplicação da política de eficiência processual, respondendo por quase 10 milhões das execuções fiscais já extintas, segundo o balanço apresentado.

Redução expressiva do acervo processual
A medida representa uma diminuição de 31,99% no acervo de execuções fiscais da Justiça Estadual, com a queda de 22.912.243 para 15.581.905 processos. No cômputo geral do Poder Judiciário, a redução foi de 29,92%, passando de 26.874.446 para 18.830.152 processos. Além disso, verificou-se uma queda de 37,51% no número de casos novos de execuções fiscais, reflexo direto da política de racionalização implementada.

(Com informações do CNJ – Conselho Nacional de Justiça)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo