PF deflagra segunda fase de operação contra Banco Master; bloqueio de bens supera R$ 5,7 bilhões

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Justiça emite decisão confusa sobre demissão por justa causa e saque de FGTS
Créditos: simpson33 | iStock

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, voltada ao desmantelamento de uma organização criminosa suspeita de praticar fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.

Nesta etapa da investigação, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. As apurações abrangem, entre outros delitos, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

Medidas judiciais

Principal alvo da operação, Daniel Vorcaro encontra-se atualmente em prisão domiciliar. Ele foi preso pela PF em novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava deixar o país em um jato particular. Posteriormente, a Justiça substituiu a prisão preventiva pelo cumprimento da medida em regime domiciliar.

Além do cumprimento dos mandados, a operação busca interromper as supostas atividades ilícitas e assegurar a recuperação de ativos, com o objetivo de ressarcir eventuais prejuízos causados ao sistema financeiro.

Posicionamento da defesa

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro informou que o empresário tem colaborado integralmente com as investigações. Segundo o comunicado, todas as determinações judiciais estão sendo cumpridas com transparência, e o investigado permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, reiterando seu interesse no completo esclarecimento dos fatos.

Operação Compliance Zero

A primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro, quando surgiram indícios da concessão de créditos fictícios e da emissão de títulos fraudulentos que poderiam alcançar o montante de R$ 17 bilhões. Na ocasião, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) também foi mencionado nas investigações.

A crise envolvendo o Banco Master inclui uma tentativa frustrada de venda da instituição. Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de adquirir o banco por R$ 2 bilhões, mas a operação foi barrada pelo Banco Central. Pouco antes da deflagração da primeira fase da operação, a falência da instituição financeira já havia sido decretada.

(Com informações do Juri News)

 

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