Serial killer de Maceió é condenado pela oitava vez e penas ultrapassam 200 anos de prisão

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constitucional
Créditos: Andranik Hakobyan | iStock

O ex-agente penitenciário Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer de Maceió”, foi condenado nesta quinta-feira em seu oitavo júri popular. A sentença foi proferida pelo juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 8ª Vara Criminal da Capital, que fixou pena de 29 anos e um dia de prisão.

Desta vez, a condenação ocorreu pelo assassinato de Josenildo Siqueira Silva Filho, de 24 anos, morto a tiros em 8 de janeiro de 2024, no bairro da Ponta Grossa, em Maceió. Albino está preso desde setembro de 2024.

Com a nova sentença, as condenações do ex-agente já somam mais de 204 anos de prisão por homicídios consumados e tentativas de assassinato. Segundo as investigações, ele é apontado como responsável por pelo menos 18 homicídios cometidos entre 2019 e 2024 na capital alagoana.

Durante o julgamento, testemunhas relataram que a vítima havia saído para gravar vídeos para a internet quando foi surpreendida pelos disparos. Um amigo de Josenildo afirmou ter ouvido os tiros e visto o autor fugindo no escuro logo após o crime.

O pai da vítima declarou que a família permanece abalada pela morte do jovem e afirmou que o acusado perseguia a esposa de Josenildo pelas redes sociais. De acordo com a investigação, Albino armazenava no celular imagens e capturas de tela de mulheres obtidas pela internet, incluindo a companheira da vítima.

Em depoimento, o ex-agente voltou a alegar que matou por acreditar que a vítima seria criminosa, versão que, segundo a investigação, não foi comprovada. Ele também confessou ter utilizado a arma do pai, militar, para cometer o assassinato.

A sequência de julgamentos contra Albino Santos de Lima começou em abril de 2025. Desde então, ele já foi condenado por homicídios qualificados, tentativas de assassinato e crimes cometidos contra diferentes vítimas, incluindo mulheres, uma adolescente e uma idosa morta na presença do neto.

Entre os casos julgados estão o assassinato da mulher trans Louise Gbyson Vieira de Melo, a morte da adolescente Ana Clara Santos Lima, de 13 anos, e o homicídio de Beatriz Henrique da Silva, assassinada dentro de casa enquanto dormia ao lado do filho de quatro anos.

Os júris relacionados aos demais crimes atribuídos ao ex-agente penitenciário continuam em andamento na Justiça de Alagoas.

(Com informações do UOL por Carlos Madeiro)

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