Comissão da Câmara aprova projeto que reconhece atividades de risco e prevê porte de arma para fiscais federais e advogados públicos

Data:

arma de fogo
Créditos: Michal Oska | iStock

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (15), um projeto de lei que reconhece como atividades de risco as exercidas por diversas carreiras da fiscalização federal e da advocacia pública. A proposta também autoriza o porte de arma de fogo para esses profissionais, tanto durante quanto fora do horário de trabalho, desde que sejam observados os requisitos previstos em futura regulamentação.

Pelo texto aprovado, a concessão do porte de arma ficará condicionada ao cumprimento de critérios técnicos, incluindo capacitação específica e aprovação em avaliação psicológica.

Proposta teve alcance ampliado

O colegiado aprovou o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Messias Donato (União-ES), ao Projeto de Lei nº 1.248/2026, de autoria do deputado Capitão Alden (PL-BA).

Na redação original, a proposta contemplava apenas os auditores fiscais federais agropecuários. Entretanto, durante a tramitação, foram acolhidas emendas que ampliaram significativamente o rol de beneficiários.

Além dos auditores fiscais agropecuários, o texto passou a abranger:

  • técnicos de fiscalização federal agropecuária;
  • auditores-fiscais da Receita Federal;
  • auditores-fiscais do Trabalho;
  • integrantes da advocacia pública federal e estadual.

Justificativa

Em seu parecer, o relator sustentou que essas categorias exercem funções que frequentemente envolvem elevado grau de exposição a riscos, especialmente em operações de fiscalização, repressão a ilícitos e combate a fraudes realizadas em fronteiras, portos, aeroportos e recintos alfandegados.

Segundo o parlamentar, atividades como apreensão de mercadorias, auditorias fiscais, interdição de estabelecimentos e fiscalização de irregularidades podem sujeitar esses agentes a situações de conflito, ameaças e vulnerabilidade, justificando o reconhecimento legal da atividade de risco.

Próximas etapas

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para que as medidas entrem em vigor, a proposta ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, além de ser sancionada pela Presidência da República.

(Com informações do Juri News)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Inteligência artificial amplia fiscalização de trânsito, mas uso em autuações ainda desafia regulamentação

A utilização de inteligência artificial para identificar infrações de trânsito, como uso de celular ao volante e falta do cinto de segurança, está sendo ampliada em rodovias e cidades brasileiras. Embora a tecnologia aumente a capacidade de fiscalização, especialistas ressaltam que ela ainda não possui regulamentação específica e deve funcionar como ferramenta de apoio à atuação dos agentes públicos. A legislação atual exige que a autuação observe as normas do Contran, preserve o devido processo legal e garanta ao condutor o direito de contestar eventuais erros decorrentes da utilização dos sistemas automatizados.

Sancionada lei que cria sistema automático para pagamento de pensão alimentícia

Foi sancionada a Lei nº 15.479/2026, que institui um sistema de transferência automática para o pagamento de pensão alimentícia diretamente entre contas bancárias, conforme determinação judicial. A norma altera o Código de Processo Civil, estabelece procedimentos para a execução automática da obrigação alimentar, prevê medidas de bloqueio e penhora de ativos em caso de inadimplência e determina que o CNJ produza estatísticas nacionais sobre ações de alimentos para subsidiar políticas públicas.

Caso Elize Matsunaga evidencia diferenças entre meação e herança no Direito das Sucessões

A repercussão do filme sobre Elize Matsunaga reacendeu o debate sobre os efeitos patrimoniais de sua condenação pelo homicídio de Marcos Matsunaga. Embora tenha sido excluída da sucessão por indignidade, conforme prevê o Código Civil, Elize manteve o direito à meação dos bens adquiridos durante o casamento sob o regime da comunhão parcial. A herança foi integralmente destinada à filha do casal.

STF determina abertura de inquérito para investigar supostos crimes de tráfico de influência e corrupção

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suposta prática dos crimes de tráfico de influência e corrupção. A investigação, requerida pela Polícia Federal, apura eventual atuação para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes em negociações relacionadas ao fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. A defesa nega irregularidades e afirma que não há elementos que vinculem Lulinha aos fatos investigados.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo