
A Polícia Civil de São Paulo deverá instaurar um procedimento de apuração contra um agente policial suspeito de repassar informações sigilosas ao influenciador e ex-fisiculturista Renato Cariani, de 50 anos. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o servidor teria utilizado sua posição para interferir em favor do investigado, com quem manteria uma relação de amizade.
De acordo com o Ministério Público, André Dziuba teria atuado para favorecer Cariani, que responde a uma investigação sobre suposto desvio de produtos químicos destinados à fabricação de drogas. A suspeita de vazamento de informações deverá ser apurada pela Polícia Civil para esclarecer a conduta do agente e eventual violação de deveres funcionais.
Cariani é investigado por suspeitas de fornecimento de insumos para a produção de entorpecentes, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As apurações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão vinculado ao MPSP.
Segundo a investigação, o influenciador seria sócio da empresa Anidrol, que atuava na compra, venda e manipulação de produtos químicos. A suspeita é de que a estrutura empresarial tenha sido utilizada para desviar substâncias empregadas na fabricação de drogas.
A eventual participação do agente policial no repasse de informações poderá configurar irregularidade funcional e, conforme as circunstâncias apuradas, eventual ilícito penal. A investigação deverá esclarecer quais dados teriam sido compartilhados, se eram protegidos por sigilo e se houve atuação para prejudicar ou interferir no andamento das apurações.
O procedimento também deverá verificar se o agente utilizou informações obtidas em razão do cargo para beneficiar o investigado.
Até que os fatos sejam esclarecidos, as suspeitas atribuídas ao policial e ao influenciador devem ser tratadas no âmbito das respectivas investigações, sem antecipação de responsabilidade criminal.
(Com informações do UOL por Nino Guimarães)
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