Justiça condena envolvidos no caso da cobra Naja

Data:

Justiça condena envolvidos no caso da cobra Naja | Juristas
Mozambique spitting cobra

A 1ª Vara Criminal do Gama condenou, na última sexta-feira 5/5, quatro pessoas envolvidas no caso da cobra Naja. O estudante de veterinária Pedro Henrique Krambeck Lehmkul, a mãe dele, Rose Meire Lehmkuhl, o padrasto, o Tenente-coronel da PMDF Clóvis Eduardo Condi, e o amigo Gabriel Ribeiro de Moura foram condenados por crime ambiental, fraude processual e corrupção de menores. As penas de prisão, em regime aberto, foram convertidas em prestação de serviços comunitários.

Os quatro acusados foram condenados a um ano e dois meses de prisão, sendo que Pedro foi condenado por crimes ambientais, além de maus-tratos contra animais. Rose Meire foi condenada por fraude processual e corrupção de menores, bem como em 16  meses e 10 dias de detenção, por crimes ambientais. Clóvis Eduardo e Gabriel, por fraude processual e corrupção de menores.

O Juiz conta que, segundo consta no inquérito policial, entre 2017 e julho de 2020, Pedro passou a adquirir, criar em cativeiro e comercializar espécies da fauna silvestre nativa e exótica, tais como Naja-de-monóculo (Naja Kaouthia), Cascavel (Crotalus durissus), Jararacuçu (Bothops jararacussu), entre outras, sem autorização dos órgãos competentes.

Os animais eram mantidos em cativeiro na residência do estudante, um apartamento no Guará/DF, em ambiente inadequado e em embalagens plásticas por períodos prolongados, constatado por laudo pericial criminal do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal.

De acordo com o julgador, além dos fatos anteriores, Pedro ainda praticou o tráfico de animais silvestres trazendo-os de outros estados (São Paulo e Bahia), passando por Ibotirama/BA, com venda de serpentes.

Rose Meire participava dos cuidados dos bichos e dos ovos decorrentes de reprodução realizada no apartamento da família. Clóvis Eduardo participou dos delitos, ao dar subsídio financeiro para a guarda e o cativeiro das espécies. Gabriel ficou encarregado de “dar sumiço” em vinte e três espécies, após o “acidente” do dia 7 de julho de 2020 e internação de Pedro (que foi picado pela cobra Naja).

Ele transportou, guardou e distribuiu as espécies para algumas pessoas, inclusive, no dia 8 de julho de 2020, também transportou a serpente Naja-de-monóculo (Naja Kaouthia) e deixou a cobra no estacionamento próximo ao Shopping Pier 21, onde ela foi capturada por policiais do BPMA da PMDF, tudo isso conforme informação técnica constante no processo.

O magistrado pontuou que consta nos autos de que a associação criminosa constituída por Gabriel e Pedro, junto com outros estudantes, surgiu na Universidade UNICEPLAC/GAMA, onde estudavam juntos, e também ressaltou que os acusados contaram com o apoio de um menor para retirar as serpentes do apartamento do Guará, após o acidente de Pedro, com a intenção de fraudar, obstar e dificultar a ação fiscalizatória dos órgãos competentes.

Acesse o PJe1 e confira o processo: 0707031-51.2020.8.07.0004

(Com informações do TJDF – Tribunal do Distrito Federal)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Governo cria regras para combater cambismo digital e ampliar proteção de consumidores em eventos

O governo federal regulamentou a venda, a revenda e a transferência de ingressos pela internet com medidas destinadas a combater o cambismo digital, ampliar a transparência e proteger direitos dos consumidores. A regulamentação estabelece regras para filas, meia-entrada, taxas, revenda, transferência e reembolso. Outro decreto determina a disponibilização gratuita de água potável em eventos culturais, com regras específicas para eventos com mais de mil pessoas.

Tribunal do Júri condena corintiano por matar esposa palmeirense após discussão

O Tribunal do Júri condenou o empresário Leonardo Souza Ceschini a 13 anos e 24 dias de prisão, em regime fechado, pela morte da esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini, ocorrida em 2021. A vítima foi atingida por oito golpes de faca após uma discussão relacionada à rivalidade entre Corinthians e Palmeiras. Os jurados reconheceram o feminicídio, o emprego de meio cruel e o aumento de pena pelo fato de o crime ter ocorrido na presença dos filhos do casal. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.

Júri condena homem acusado de orquestrar assassinato do rapper Tupac Shakur

Resumo: Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, foi considerado culpado por um júri de Las Vegas por participação no assassinato do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 1996. A acusação sustentou que Davis organizou a ação e estava no veículo de onde partiram os disparos, enquanto a defesa questionou a existência de provas independentes. Davis poderá ser condenado à prisão perpétua, e o caso ainda poderá ser objeto de recursos

CNJ avalia tornar obrigatório resumo estruturado em petições e recursos em todo o país

O CNJ avalia criar uma regra nacional para exigir resumos estruturados em petições iniciais e recursos, contendo informações como fatos, pedidos, decisões questionadas e fundamentos legais. A proposta busca uniformizar procedimentos e facilitar a utilização de ferramentas de inteligência artificial no Judiciário, mas também levanta discussões sobre formalismo processual, direito de acesso à Justiça e a necessidade de supervisão humana no uso da tecnologia.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo