STJ mantém prisão de Hytalo Santos, investigado por exploração de menores

Data:

STJ mantém prisão de Hytalo Santos, investigado por exploração de menores | JuristasO ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou liminarmente o habeas corpus que pedia a soltura do influenciador digital Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente. O casal está preso preventivamente na Paraíba, acusado de exploração sexual e econômica de menores, além de suposto envolvimento com trabalho infantil irregular.

Para o ministro, não há ilegalidade manifesta que justifique a anulação da decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), que manteve a prisão. Segundo Schietti, o decreto prisional está devidamente fundamentado, especialmente diante da gravidade dos fatos, como a produção e divulgação de material sexualizado envolvendo adolescentes. Com o indeferimento, o habeas corpus não terá seguimento no STJ.

Defesa alegou precipitação e pressão popular

A defesa sustentou que a prisão foi decretada de forma precipitada, motivada por pressão popular, após denúncias veiculadas pelo youtuber Felipe Bressanim (Felca). Alegou ainda que os depoimentos que embasaram a prisão não foram submetidos ao contraditório e que a ordem judicial foi expedida em “tempo recorde”.

Os advogados também argumentaram que os investigados são réus primários, possuem residência fixa, e não demonstraram intenção de fuga, o que permitiria a substituição da prisão por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Indícios de exploração com fins lucrativos

Ao negar o pedido, Schietti destacou que, de acordo com os autos, há indícios de exploração sistemática da imagem de adolescentes, com finalidade lucrativa por meio da monetização de conteúdos em redes sociais.

O processo aponta que menores foram expostos em vídeos com roupas inadequadas, danças sugestivas e insinuações sexuais, além da possibilidade de comercialização de material pornográfico em plataformas privadas.

O ministro também ressaltou que, segundo a Súmula 691 do STF, o STJ só pode reverter decisões liminares de tribunais inferiores em casos de ilegalidade flagrante, o que não se verificou no caso. Além disso, citou o artigo 227 da Constituição Federal, que garante proteção integral a crianças e adolescentes, como fundamento adicional para a manutenção da prisão preventiva.

Por fim, Schietti reiterou que condições pessoais favoráveis, como residência fixa e trabalho lícito, não afastam a necessidade da prisão preventiva, desde que esta esteja sustentada por elementos concretos, como ocorreu no presente caso.

(Com informações do STJ)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo