Investir em comunicação jurídica de qualidade é tornar-se referência no mercado

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Investir em comunicação jurídica de qualidade é tornar-se referência no mercado | Juristas

Alice Castanheira

Quase todos os dias costumo ouvir da maioria dos profissionais do Direito diversos tipos de reclamações e lamúrias, como: “a área está saturada”, “a concorrência é desleal”, “as grandes bancas ficam sempre com os melhores clientes”, “a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) não fiscaliza e nem ajuda a categoria”.

Todas essas queixas, em parte, podem até serem verdadeiras. Mas quando me falam isso sempre pergunto: e o que você tem feito de diferente para mudar essa situação? Tem investido em qualificação, gestão, tecnologia e, principalmente, em comunicação jurídica de forma profissional visando manutenção, prospecção e captação de clientes?

A resposta em 98% dos casos é sempre não. E a justificativa é que o Estatuto da OAB (Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994) não permite. É tipo uma desculpa para não admitir que o advogado e/ou o escritório não estão acompanhando as mudanças do mercado jurídico nos últimos anos. Fazer comunicação é permitido sim, desde que seguindo as regras da OAB e com quem é profissional da área.

Para se defender, a maioria solta aquela frase: “ah, mas eu tenho uma página minha ou do escritório no Facebook e/ou no Instagram e um site. Isso já é comunicação”. Sem perder a calma, sempre respondo: “errado, não é”. Sabe por que? Porque comunicação eficiente – seja qual for a plataforma ou ferramenta – é aquela que é monitorada, que dá resultado, que agrega valor, que fideliza fonte jurídica e marca do escritório junto à sociedade e imprensa e, principalmente, ao cliente.

Potencial de mercado

Você sabia que o mercado jurídico é um setor que cresce em torno de 20% anualmente. As famosas operações da Polícia Federal, os projetos de reformas e o número crescente de demandas judiciais estão fazendo este mercado crescer ainda mais. Por isso, é cada vez maior o número de softwares e soluções tecnológicas para a área jurídicas, livros, cursos e produtos voltados para os profissionais que atuam neste mercado.

Mas, você deve estar se perguntando: e o que isto tem a ver com meu escritório? A resposta é tudo. Ou seja, onde você ou seu escritório está hoje, onde pretende estar daqui a três anos e daqui a 10 anos? Sua marca resistirá a essa concorrência?

 Fim do exame

Para piorar este cenário, há pessoas que até defendem o fim do exame da OAB como condição obrigatória para o exercício da advocacia. A medida, além de polêmica, pode gerar uma maior quantidade de profissionais no mercado e uma concorrência ainda maior sem qualificação técnica e prática.

Saiba mais: atualmente, 52% dos escritórios de advocacia no Brasil possuem menos de 100 processos e cerca de 30% encerram as atividades em menos de um ano por falta de cliente. Mas, como se as demandas do Direito só aumentam? Pois é.

Em que lado você está: dos que já perceberam que a advocacia mudou e trabalham com ações positivas de comunicação a seu favor ou dos que ainda acham que comunicação e marketing jurídico são custos?

Lembre-se: quem não é visto não é lembrado! Mude seu conceito: invista na sua marca, no seu conteúdo e no seu atendimento. Torne-se referência no mercado! Agregue valor à sua marca!

 

 

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Alice Castanheira
Alice Castanheira
Alice castanheira Profissional com mais de 32 anos de experiência em Comunicação. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, pós-graduada em Gestão de Redes Sociais pela PUC de São Paulo. Advogada formada em Direito pela Faculdade Integradas de Guarulhos (FIG-UNIMESP) e pós-graduada em Direito Previdenciário pela Escola Paulista de Direito (EPD). Já foi assessora de comunicação na Prefeitura de São Paulo, no Governo de São Paulo, no Sebrae-SP, no Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo (2ª Região) e atuou como editora executiva de economia dos jornais Diário Popular, Diário de S. Paulo e no Infoglobo. É membro da Comissão de Marketing Jurídico da OAB de Santo Amaro (SP) e da Comissão da Mulher da OAB do Rio de Janeiro.

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